As 7 unidades frigoríficas da JBS em Mato Grosso do Sul vão paralisar operações a partir do dia 18 de outubro de 2017.

A empresa alega insegurança jurídica criada pelos bloqueios de recursos da empresa, que somam R$730 milhões apenas no Estado.

A empresa teve o valor bloqueado judicial a pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Irregularidades Fiscais de Tributárias. A informação foi confirmada em nota da assessoria de imprensa da JBS.

Segundo a nota, os funcionários continuarão recebendo os salários, ainda que a paralisação, por enquanto, seja por tempo indeterminado.

“A JBS informa que, em função da insegurança jurídica instalada em Mato Grosso do Sul, suas 7 unidades de carne bovina no Estado estão com as atividades de compra e abate paralisadas por tempo indeterminado. Os colaboradores continuarão recebendo seus salários normalmente até que a companhia tenha uma definição sobre o tema. A JBS esclarece que está empenhando seus melhores esforços para a manutenção da normalidade das suas operações e trabalha para proteger seus 15 mil colaboradores diretos e 60 mil indiretos em Mato Grosso do Sul”, informou a nota.

O produtor rural, e ex-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Francisco Maia, também confirmou ter recebido a notícia da diretoria do grupo em São Paulo.

“Eles comunicaram que vão cumprir todos os compromissos com os produtores rurais e pagamentos de bovinos já firmados, mas que a partir de amanhã suspendem as compras e também os abates no Estado”, enfatizou.

Conforme Maia, a “companhia alega que não pode trabalhar nesta instabilidade jurídica criada a partir das decisões de 1º instância na Justiça estadual que determinaram o bloqueio de recursos da empresa sem respeitar o acordo de leniência feito nacionalmente.

Maia destaca ainda que o grupo afirma que está impossível trabalhar no Estado, depois dos pedidos da CPI de bloqueio de bens.

Aproximadamente dois mil trabalhadores de frigoríficos da JBS lotaram o plenário da Assembleia Legislativa, no dia 17 de outubro. Temendo demissões em massa por causa do bloqueio judicial das contas da empresa, eles querem que os deputados estaduais intercedam em favor da categoria.

A ação tem impedido algumas atividades dos frigoríficos como, por exemplo, a compra de insumos.

“Estamos muito preocupados. Queremos montar comissão formada pelo governo do Estado, Legislativo, representantes dos trabalhadores, frigoríficos e representantes da avicultura para que seja debatido o desbloqueio das contas da empresa”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Carnes e Derivados de Sidrolandia, Sérgio Lonzan.

Ainda no dia 17 o secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Márcio Monteiro, tentou tranquilizar os trabalhadores.

Segundo ele, o risco de fechamento de plantas é pequeno. “Pode até reduzir um pouco o abate, porque vai ter uma readequação no mercado. Assim como outras empresas do setor, eles podem se manter sem usar outros artifício. O JBS é um grupo consolidado”, afirmou.

Vale lembrar também que a JBS desistiu de fazer a abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) da JBS Foods International na Bolsa de Nova York (Nyse), nos Estados Unidos.

O fato é que a JBS desistiu, pelo menos por enquanto, dos planos sobre o que teria sido uma oferta pública de ações estimada em US$500 milhões. Clique aqui e saiba mais!

Adaptado de Correio do Estado

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