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As tendências para o mercado de consumo em 2020

Confira quais as tendências para o mercado de consumo e os principais fatores que aceleram as mudanças no varejo!

Estudo da WGSN apresenta os seis principais macromovimentos que definirão o que o consumidor espera das marcas nos próximos anos, passando pela confiança que possuem nas empresas até o envelhecimento da população

Segundo o levantamentoda WGSN – autoridade global em análises e previsões de tendências – são principalmente os consumidores que causam essas mudanças no mercado de consumo.

Exigentes, contra antigos padrões e com novos valores, esses clientes fomentam novos formatos de negócios. A pergunta que fica para as marcas: quais são essas mudanças relacionadas ao seu comportamento e perspectivas de como elas afetarão o mercado de consumo a partir de 2020?

Para respondê-la, a empresa global apresenta os destaques da pesquisa “Consumidor Ultradinâmico” que traz seis macrotendências que identificam o que está por trás desta mudança no comportamento do consumidor, relacionada com: compras realizadas por dispositivos móveis; conexões humanas; confiança nas marcas; preocupações climáticas; envelhecimento populacional; e economia do compartilhamento.

Conheça mais sobre os fatores que irão influenciar os pensamentos e atitudes no mercado de consumo:

1. Revolução das compras pelos dispositivos móveis

A nova sociedade já é norteada pelo smartphones e as pessoas querem consumir via dispositivos móveis. Sem interação e sem processos. E os varejistas precisam estar atentos a isso e adaptar seu negócio, caso não esteja adequado a essa demanda.

Segundo pesquisa executiva de varejo da WGSN, 64% dos varejistas afirmam que o pagamento pelo celular é prioridade para o funcionamento de seu negócio.

Neste âmbito, é possível perceber que a tomada de decisão pelos usuários é feita antes da visita física. Por isso, é tão relevante colocar o consumidor no controle da compra, desde que haja auxílio humano, caso necessário.

Empresas podem se antecipar a essas necessidades ao aumentar o uso do celular dentro da loja e automação no método de pagamento.

2. A importância dos sentimentos

As conexões humanas são valorizadas à medida em que as pessoas se sentem mais sozinhas. Por isso, estão em busca de conexões que ajudem a se sentirem mais humanos. Por outro lado, uma vez que os varejistas investem em tecnologia de inteligência artificial e experiências digitais, a importância da conexão humana será um diferenciador fundamental paras as marcas.

As estratégias pessoais começam a crescer como um ponto de diferenciação para além do preço.

3. A economia da confiança

Confiança é um termo cada vez mais recorrente e visado pelos consumidores globalmente. E como sua marca pode se mostrar confiável atualmente?

Os consumidores estão questionando o que é real. Por isso, marcas e varejistas precisam desenvolver novas estratégias capazes de aumentar o nível de confiança das pessoas. À medida que as pessoas são expostas todos os dias a uma enxurrada de fake news, é cada vez mais difícil saber em que ou em quem confiar.

A confiança é um importante fator de estímulo do consumo. O WGSN Barometer, que a cada ano analisa 200 mil consumidores do mundo todo, apontou que os gastos das pessoas têm uma relação direta com o quanto elas confiam em uma marca. Mas, hoje em dia, o que significa ser uma empresa de confiança? A tradição e a trajetória de uma marca não a tornam, necessariamente, uma empresa de credibilidade.

4. Preocupações climáticas

O mundo precisa de ajuda e seus moradores estão em busca de soluções e ações para torná-lo melhor. O número de desastres naturais provocados por eventos climáticos extremos – inundações, secas e incêndios – mais do que dobrou desde 1980.

Essa nova reação emocional do consumidor vai exigir que os varejistas criem novas estratégias. A discussão pública em torno dos materiais plásticos que são usados uma única vez, e a demanda do público consumidor por soluções como garrafas de água, copos de café e canudos reutilizáveis é apenas uma entre as muitas mudanças comportamentais que exigirão novas estratégias das empresas.

Quando o assunto é consumo, as pessoas procuram fazer a coisa certa quando há alternativas sustentáveis à disposição. De acordo com dados levantados pela consultoria Nielsen em 2018, a taxa de crescimento na venda de produtos vem aumentando em determinados setores sempre que há alternativas sustentáveis.

Itens como chocolate, café e produtos de higiene revelam um crescimento anual de 2%, e quando que há soluções sustentáveis, esse crescimento chega aos 5%, com destaque para os produtos de higiene, que chegam à casa dos 14%.

5. A geração longeva

As pessoas estão vivendo mais e melhor. E as marcas precisam estar atentas a essa demanda crescente. Os países desenvolvidos – dos EUA ao Japão – reconhecem que é difícil lidar com o envelhecimento da população e com as grandes mudanças que acontecem na distribuição de renda.

Nestes países, os consumidores mais velhos, apesar de se sentirem ignorados ou negligenciados, têm um poder de compra muito maior do que o dos consumidores jovens.

Aliás, a importância do mercado de consumo das gerações mais velhas já foi tema do Foodnews (clique aqui).

De acordo com os dados de pesquisa realizada pelo International Longevity Centre, as pessoas com mais de 50 anos no Reino Unido gastam aproximadamente 43% do total do gasto doméstico em consumo de produtos do país. Mesmo assim, a pesquisa apontou que 85% das pessoas com mais de 55 anos acham que a sua marca favorita “não as compreendem” ou não compreendem as suas necessidades.

Esta é uma oportunidade importante para os varejistas, afinal, basta fazer alguns ajustes no espaço da loja para receber bem esse grupo demográfico. Remover barreiras físicas e melhorar a mobilidade – instalando rampas e alargando corredores e entradas, por exemplo – pode ter um impacto positivo nas vendas.

Além disso, o relacionamento de pessoas mais velhas com a tecnologia tem se tornado cada vez mais próximo: é importante lembrar que hoje em dia muitas pessoas mais velhas usam smartphone.

6. Fim da posse

Não é sobre ter é sobre viver. A economia compartilhada ganha forças em um cenário que os consumidores estão mais abertos a experimentarem e as marcas precisam entender a dinâmica deste novo mercado.

As pessoas estão deixando de gastar em coisas para investir em experiências. E isso tem sido notado. O processo de descoberta de produtos também parece ter mudado para sempre: os consumidores de hoje deixam de “ir às compras”, mas ao mesmo tempo, nunca deixam de fazer compras, já que estão sempre conectados a aplicativos móveis e ao Instagram.

Os varejistas têm abordado esse problema por meio de estratégias que visam transformar a vontade de comprar de um produto pela necessidade de possuir pela vontade de comprar um produto pelo prazer da experiência – o que permite criar um tipo de memória.

Os fatores que impulsionam o mercado consumidor revelam que as pessoas não estão em um momento tão positivo e que se sentem cada vez mais ansiosas, desconectadas e pressionadas pelo tempo. Há uma grande oportunidade para os varejistas que criarem produtos, experiências e serviços capazes de adicionar valor real à vida do consumidor (e que também possam ser compartilhados nas redes sociais).

E a pergunta que fica: sua marca está preparada para se comunicar e ser relevante para esses consumidores?

E por falar no mercado de consumo, saiba como o consumidor brasileiro se alimenta quando está fora de casa. Clique aqui e confira!

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Zootecnista, editor do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!