análise de custo da fazenda

A análise de custo da fazenda começa pela identificação dos gastos

O Farmnews apresenta um tema de interesse para os pecuaristas que estão iniciando a análise de custo da fazenda. Como diferenciar o custo de produção pecuária dos investimentos no dia a dia do controle de gastos?

Primeiro, saiba que esta dificuldade é muito comum na prática de qualquer negócio, não apenas em fazendas. Muitos lançamentos de gastos podem nos confundir: afinal, isto é custo de produção pecuária ou investimento?

A correta diferenciação de custo de produção pecuária e investimento é fundamental para a análise de custo da fazenda.

Caso o pecuarista considere um custo como investimento, este engano estará diminuindo o custo de produção pecuária e, consequentemente melhorando a margem operacional do negócio.

No sentido oposto, o pecuarista pode alocar como custo um investimento e isso irá aumentar os custos de produção pecuária e, desse modo, diminuir a margem operacional do negócio, dando uma falsa impressão que as coisas não estão bem com o resultado da produção.

Mas antes de iniciar essa discussão, vamos falar de gastos. O que são gastos?

Os gastos são todas as saídas de dinheiro da fazenda. Podemos dividir os gastos em custos, despesas e investimentos.

Os custos são gastos que possuem uma ligação direta com a produção e a comercialização da fazenda.  São os gastos diretamente associados a atividade da empresa, no caso, produzir gado. Quanto mais você vende, mais esses gastos aumentam.

Na fazenda, são os gastos ligados a produção. Uma pergunta chave pode lhe orientar a identificar um custo:

Se eu parar de produzir gado, esse gasto continuará existindo?

Se a resposta for não, este é um custo!

Exemplos de custo:

  • Sal mineral e medicamentos,
  • Comissão de venda,
  • Salários e encargos trabalhistas dos funcionários ligados a operação de gado,
  • Impostos sobre venda entre outros.

As despesas são gastos relacionados com a administração da fazenda. Elas são importantes para a manutenção da empresa, mas não colaboram diretamente com a produção. Pense da seguinte forma: produzindo ou não, eu terei estes gastos?

Se a resposta for sim, esta é uma despesa.

Exemplos:

  • Salários e encargos trabalhistas da administração;
  • Material de escritório,
  • Aluguel do escritórios,
  • Telefone fixo e celular,
  • Contabilidade entre outros.

Os investimentos, por sua vez, são gastos realizados om o objetivo de trazer mais receita, aumentando a capacidade produtiva da fazenda ou reformando instalações e benfeitorias para preservar o patrimônio do empresário.

Exemplos:

  • Compra de máquina,
  • Construção de curral.

Na prática há dúvida em classificar como custo de produção pecuária ou como investimento nos casos de manutenção e a reforma de uma benfeitoria, por exemplo.

Muitas vezes o material para uma reforma é alocado como custo e um material alocado para manutenção, como investimento. Esse engano é comum.

Para facilitar no momento de alocar o gasto, pense na manutenção como um reparo, algo mais simples. No caso da reforma, entendemos que o bem reformado terá um aumento de sua vida útil e deve ser considerado um investimento.

Por fim, a classificação dos gastos não é uma mera formalidade. Ela é fundamental para a análise de custo da fazenda.

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