atividade de cria no Brasil

Atividade da cria no Brasil segue com resultados modestos

Pois é, segundo dados do estudo do Cepea em parceria com a CNA, a atividade de cria no Brasil segue apresentando resultados modestos.

O Projeto Campo Futuro, parceria entre a CNA e o Cepea, visitou, em 2019, 16 regiões de produção pecuária em quatro estados do País: Acre, Bahia, Tocantins e o Pará. Dentre as regiões estudadas, 12 apresentaram a atividade de cria entre seus sistemas de produção mais representativos, fornecendo animais de reposição para os recriadores.

De modo geral, o resultado financeiro da atividade de cria está relacionado com o desempenho reprodutivo do rebanho, que por sua vez, está atrelada às condições sanitárias, nutricionais e estratégias de manejo disponíveis no sistema produtivo em que estão inseridos. Nesse sentido, as propriedades típicas de cria, avaliadas em 2019, apresentaram, de modo geral, resultados zootécnicos e econômicos modestos frente ao potencial da atividade.

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Durante a análise verificou-se o baixo nível de investimento em produção e manutenção das pastagens, refletindo invariavelmente em taxas de lotação reduzidas e em um baixo número de bezerros vendidos por unidade de área.

Outro limitante da produtividade da atividade de cria no Brasil e eficiência das fazendas são as estratégias de nutrição do rebanho, que em muitos períodos do ano é deficitária devido à sazonalidade da produção das forragens e ausência de suplementação mineral apropriada.

Os bovinos são capazes de manter a reprodução durante o ano todo, porém, a perda de peso e piora da condição corporal prejudica diretamente a fertilidade das fêmeas, resultando em menor número de bezerros nascidos e queda na receita anual.

O trabalho de incremento de produtividade não deve focar apenas a melhoria de um dos fatores de produção e, sim, do conjunto dos fatores. Assim, mesmo sendo quesito fundamental, apenas a recuperação nas condições das pastagens e nutrição poderiam resultar em um incremento produtivo inferior ao potencial dessas fazendas.

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A análise do desempenho reprodutivo das fêmeas é fundamental para gestão da propriedade e acompanhamento das melhorias propostas, sendo que o modelo tradicional, em que os touros permanecem junto as novilhas e vacas durante o ano todo, dificulta o processo de avaliação. Para agregar maior produtividade ao sistema de cria podem-se utilizar outras tecnologias e estratégias, como no caso da propriedade típica de Paragominas (PA) que realiza estação de monta (EM) e o uso de inseminação artificial em tempo fixo (IATF).

O produtor deve se conscientizar que a fertilidade é um dos principais quesitos no sucesso de seu negócio, pois o bezerro é a principal fonte de receita do sistema. Sendo assim, os investimentos dessas fazendas devem focar no sentido de garantir e aumentar a fertilidade do rebanho, obtendo maior número de animais desmamados.

E por falar na atividade de cria no Brasil, o pesquisador do LAE/USP, Oscar Ojeda, destaca a importância da IATF na redução do custo de produção de bezerros. Afinal, a IATF pode reduzir o custo de produção de bezerros? Clique aqui e confira!

Em 2019, os preços do bezerro tiveram uma expressiva alta em praticamente todas as regiões do País (clique aqui), essa melhoria na receita deve trazer margens mais confortáveis aos criadores e viabilizar investimentos no sentido de aumento da produtividade. A orientação técnica e acompanhamento especializado são essenciais para obter o melhor resultado possível das tecnologias a serem implementadas. A adoção de tecnologias demanda investimentos.

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Adaptado do Cepea e CNA

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