carnes baseadas em plantas

Carnes baseadas em plantas precisam ser identificadas pelos consumidores

Os consumidores precisam saber que estão comprando carnes baseadas em plantas.

A medida que o mercado de carnes baseadas em plantas ganha impulso nos Estados Unidos, a indústria da carne bovina do país está solicitando ao USDA que estabeleça regras para rotular as “carnes de laboratório”.

Independente das questões de gosto, textura e das inúmeras diferenças entre a carne bovina e as carnes produzidas em laboratório, o consumidor precisa identificar os produtos no momento da compra.

Fato similar aconteceu com a indústria de laticínios quando produtos derivados da soja e amêndoas foram usados para produzir substitutos do leite.

O fato é que o dilema agora está para a indústria de carne bovina que já mostra sinais de preocupação nos Estados Unidos. Afinal, Bill Gates, Tyson, Cargill (clique aqui) e outros investiram milhões de dólares em empresas de carnes vegetais ou limpas nos últimos anos.

Nesse sentido das associações de pecuária do país já se movimentam. a US Cattlemen’s Association (USCA) e a National Cattlemen’s Beef Association (NCBA) reivindicam a necessidade de uma política que exija a rotulagem das carnes baseadas em plantas nos supermercados.

Aliás, hoje essa prática é bastante comum. E exemplos não faltam, como no casos dos produtos sem glúten, natural, orgânico, livre de OGM (organismos geneticamente modificados), isento de antibióticos, açúcar entre outros. Todos esses produtos são rotulados e devidamente identificados.

Mais do que uma reivindicação de marketing, os consumidores devem saber se a carne que estão comendo foi feita em um laboratório ou tem origem de um animal criado a pasto ou confinado.

Vale destacar que a Forbes publicou um artigo descrevendo o quão preocupada está a indústria de carne bovina em relação as carnes baseadas em plantas nos Estados Unidos. Michael Pellman Rowland escreve: “A indústria da carne está enfrentando uma concorrência real e há boas razões para se preocuparem”.

De acordo com os dados da HealthFocus, 17% dos consumidores dos EUA praticam uma dieta predominantemente baseada em plantas e 60% afirmam estar reduzindo seu consumo de produtos de origem animal.

Tudo ainda é novidade e as informações recentes para qualquer análise mais concreta. De concreto, sabemos que a carne bovina mantém é a preferida dos consumidores (clique aqui), mas, devemos entender a demanda por um nicho de mercado específico que, já é uma realidade.

Adaptado de Amanda Radkle, do Beef Magazine

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