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Comprar bem, que mal tem? Dados de economia com alguns insumos

Comprar bem, em termos de preços, tem um efeito determinante no lucro da agricultura e pecuária e isso ninguém discute.

Mas embora todos saibam que comprar bem seja fundamental para a rentabilidade da atividade, poucos praticam o que julgam essencial para o seu negócio.

Aliás, esse assunto já foi discutido em 2016 pelo Farmnews (clique aqui), quando ressaltamos a importância de comprar bem, especialmente no mercado de commodities, de margens tão apertadas.

Pois é, mas talvez seja mais fácil mostrar em números alguns exemplos da importância de comprar bem em termos de preços. Claro, estamos aqui nos referindo a comprar bem e isso não quer dizer comprar barato.

Existe uma diferença enorme entre comprar bem um produto bom e comprar barato um produto de qualidade discutível.

E é por isso que nos referimos aqui a comprar bem os insumos utilizados na produção agrícola e pecuária.

Alguns exemplos são fáceis de apresentar, já que o Farmnews acompanha os dados de custo da engorda de bovinos confinados a partir dos dados fornecidos pelo LAE/USP. Clique aqui e confira evolução dos custos da diária da engorda em confinamento em 2018.

Avaliando os dados de custo da engorda confinada, vemos que ao longo do ano, em São Paulo, por exemplo, considerando confinamentos de média escala, o custo da diária por animal oscilou entre a mínima de R$8,23 e R$10,23, uma diferença de 24,3% entre a máxima e a mínima. Vale lembrar que o custo da diária por animal acumulou alta de 15,1% em 2018 e que o boi gordo acumulou alta de 5,1% quando considerando o variação diária de preços (clique aqui).

Mas vamos avaliar o comportamento de preços de alguns insumos utilizados na atividade pecuária, começando pelas commodities, milho e soja.

O milho, segundo dados do indicador Cepea/Esalq, oscilou ao longo de 2018 entre a mínima de R$31,85 por saca em janeiro e a máxima de R$45,89 por saca em junho. Isso significa que entre a máxima e a mínima o potencial de economia poderia chegar a 44,1% e isso representa muito em termos de custo daqueles que praticam a engorda confinada.

No caso da soja (indicador Cepea, base Paranaguá – PR) e, seguindo o mesmo raciocínio acima, a economia poderia chegar a 37,0%, uma vez que o grão da oleaginosa variou entre a mínima de R$71,07 por saca em janeiro e a máxima de R$97,39 por saca em setembro.

No caso específico da ureia pecuária e do sal mineral (clique aqui), o Farmnews avaliou os preços médios desses produtos entre janeiro e setembro de 2018 e, ao longo desse período o preço médio do sal mineral oscilou entre a mínima de R$2,45 e R$3,11 por quilo, uma diferença de 26,9%.

Para a uréia pecuária, entre janeiro e setembro de 2018, os preços oscilaram entre a mínima de R$2,20 e R$3,31 por quilo, uma diferença de 50,5%.

Os dados apresentados acima são exemplos da a importância de comprar bem na pecuária. E na agricultura isso não é diferente, já que o Farmnews destacou os preços médios de alguns fertilizantes entre janeiro e setembro do ano passado (clique aqui). O cloreto de potássio por exemplo, oscilou entre R$1.896,0 e R$2.277,8 por tonelada no período, uma diferença de 20,1%.

Os exemplos acima se concentraram na análise dos melhores períodos de compra, o que envolve planejamento e logística dos insumos na propriedade. Mas, claro, não é apenas no período de compra que se resumo o processo de comprar bem.

Há muito que explorar quando o assunto envolve o planejamento de compras, como a análise dos melhores meses para negociar, a análise de preços dos fornecedores, a escala de compra entre outros pontos que podem reduzir o custo dos insumos.

E para iniciarmos um trabalho que auxilie o produtor a comprar bem, nos deixe entender melhor as suas necessidades. Clique aqui!

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Zootecnista, editor do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!