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Crise alimentar e a COVID-19: desafios do agronegócio

Cresce as discussões relacionadas a crise alimentar e a COVID-19, não apenas no Brasil mas no mundo!

O estudo do Cepea (Esalq/USP) mostra que a atual pandemia de coronavírus pode resultar em uma grande crise alimentar – mas com efeitos distintos de acordo com o nível de desenvolvimento dos países –, a menos, claro, que sejam tomadas medidas para fornecer alívio econômico emergencial e manter a demanda a um nível minimamente adequado, principalmente nas economias de menor renda. 

Pesquisadores do Cepea também indicam que uma das piores consequências da Covid-19 pode ser uma acentuada condição de miséria em países que já lidam com esse problema. Assim, é de suma importância que lideranças tomem medidas políticas harmonizadas no que tange a políticas fiscais, monetárias e de comércio.

Pois é, a crise alimentar e a COVID-19 é um as principais questões, principalmente porque pode agravar a condição de miséria, especialmente os mais pobres.

Além disso, os governos devem proporcionar o mínimo de recursos para a sobrevivência dos países e populações mais pobres. Caso contrário, a Covid-19 pode provocar mais mortes não apenas pela transmissão, como também pela pobreza e fome de boa parte da população mundial. 

E as possíveis soluções para a atual crise precisam ser multilaterais, ou seja, exigem esforços de cooperação entre os governos para, de um lado, evitar restrições que reduzam ainda mais a atividade econômica, e de outro, proporcionar o apoio para as economias menos desenvolvidas para que tenham condições de manter políticas fiscais e monetárias que viabilizem os volumosos fluxos de bens, capitais, serviços e pessoas. 

Nesse momento, pesquisadores do Cepea indicam que é fundamental que os organismos e foros internacionais intervenham, garantindo soluções coordenadas e transparência por parte dos exportadores e importadores de alimentos básicos. O foco deve estar nas medidas que visam conter a recessão global e minimizar a insegurança quanto ao acesso de comida. Para isso, é necessária uma coordenação mundial na introdução de pacotes de estímulos fiscais e monetários, incluindo recursos para conter a propagação da doença e garantir a disponibilidade de cuidados de saúde adequados. Além, é claro, do aporte social adicional para compensar trabalhadores e famílias afetadas pelo vírus e por medidas de contenção. 

A exportação do agronegócio em meio a pandemia da COVID-19 foi tema de discussão no Cepea em abril de 2020. Clique aqui e saiba mais do assuno!

O Brasil é considerado o maior celeiro do mundo, sendo o setor do agronegócio responsável por 23,5% do PIB nacional. A possível crise de abastecimento internacional pode ser vista como uma grande oportunidade para o País aumentar suas exportações, sendo favorecidas, ainda, pela atual depreciação do Real frente ao dólar, o que possibilita a geração de superávits na balança comercial.

Com relação às questões sanitárias, a experiência do País sinaliza aos parceiros comerciais a qualidade do produto nacional pela aplicação de legislações sanitárias que buscam adequação às boas práticas adotadas internacionalmente. Entre as medidas adotadas internamente, são citadas a criação e a manutenção de cadeias frias nos processos que abarcam desde o abatimento de animais até a preparação final do alimento e, também, a adoção do modelo de integração vertical entre produtor e processador nas cadeias de aves e suínos, em que cooperativas e indústrias alimentares fornecem todo o auxílio para aprimorar a sanidade e a segurança dos alimentos.  

Dessa forma, o Brasil não pode vacilar frente à clara oportunidade de valorização e aprimoramento de seu papel no mundo. A crise alimentar gera oprtunidades para o agronegócio nacional, sem dúvida!

O Farmnews destaca material do Cepea que discute sobre os setores do agro mais impactados pelo coronavírus. Clique aqui e descubra!

Adaptado do Cepea

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