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Produção de milho deve manter crescimento nos próximos anos

Os Estados Unidos devem manter trajetória de aumento na produção de milho e nas diversas utilizações do grão nos próximos anos.

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Foi o que afirmou o economista do USDA, Warren Preston, usando como referência estimativas de produção de milho até o ano de 2026.

“Esperamos que a produção de milho continue aumentando até 2026. Esperamos também que o uso para ração e as exportações continuem a crescer, para atender a demanda da produção de carnes, que também é crescente”, disse ele, durante o Ethanol Summit, promovido pela União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), em São Paulo (SP).

No caso do etanol de milho, a expectativa representante do governo dos Estados Unidos é de aumento no uso do grão até pelo menos o ciclo agrícola 2018/2019. Depois disso, a expectativa é de que volte aos níveis de 2014 e 2015.

Essa elevação do processamento de milho para etanol, pelo menos nos próximos 2 ciclos agrícolas, deve ocorrer mesmo em meio a uma queda da rentabilidade do setor no país.

Em sua apresentação, Preston exibiu um gráfico segundo o qual houve um pico de resultados positivos entre 2013 e 2014, com redução nos anos seguintes.

“Depois de um período de alta rentabilidade entre 2013 e 2014, a rentabilidade do etanol vem sendo pressionada principalmente pelos preços declinantes do petróleo, bem como os preços do milho”, disse, pontuando que as cotações do óleo têm caído mais rápido que as do cereal.

O economista do USDA ressaltou que a participação dos renováveis na matriz de combustíveis dos Estados Unidos vem aumentando. Lembrou que etanol e biodiesel ajudam a reduzir emissões de gases de efeito estufa.

Ele disse que a tendência é a participação da energia renovável continuar aumentando. Até o ano de 2022, de acordo com a própria legislação do país, a expectativa é de que só o etanol de milho chegue a 36 bilhões de galões.

Sem fazer referência direta à reivindicação da indústria brasileira, para que o governo federal estabeleça uma tarifa sobre o etanol importado, Preston ressaltou que Brasil e Estados Unidos são os maiores produtores e consumidores de biocombustíveis, além de serem interdependentes.

“Os dois países têm um longo histórico de benefícios comerciais mútuos e cooperação na bioeconomia. Nos  biocombustíveis e no etanol, em particular, queremos que essa cooperação continue. Devemos lutar contra o protecionismo”, disse o economista do USDA.

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Adaptado de Revista Globo Rural

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