produtividade da mão de obra

Produtividade da mão de obra na pecuária de corte

A produtividade da mão de obra na pecuária de corte é importante para se avaliar a eficiência da produção brasileira.

A avaliação da produtividade da mão de obra é relevante sob o ponto de vista econômico. Vale destacar que os dados do projeto Campo Futuro, em março de 2019, mostram que 77% dos painéis de pecuária de corte revelam estar o pagamento dos funcionários entre os três maiores gastos do sistema – filtrando apenas os painéis de cria, a porcentagem aumenta para 91%.

Na média Brasil de março, a mão de obra representou 20,4% dos Custos Operacionais Totais (COT) da cria e 7,8% do sistema de recria e engorda. Neste último caso, ao avaliar os custos sem a reposição de animais, que representa 56,8% do COT, os gastos com a folha de pagamentos sobem para 13,7%.

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Visando a lucratividade do sistema é importante que produtores garantam a produtividade da mão de obra, e desse modo, o Cepea/CNA, calculou a taxa média de produção por colaborador de cada região.

Para tanto, utilizou-se o resultado da divisão das arrobas produzidas por ano, pelo número de colaboradores contratados, desta forma obteve-se o índice de produtividade por colaborador por painel.

Ressalta-se que patamares mais elevados destes índices não implicam em maior eficiência produtiva do sistema de determinada região, apenas a maior eficiência na utilização da mão de obra contratada.

E por falar na importância da mão de obra no custo da pecuária de corte, clique aqui e saiba o que pesa mais no custo de produção de bovinos confinados.

Em termos gerais, a produtividade média brasileira é de 955 @ produzidas por colaborador por ano para a cria, e de 2.238 @/ colaborador/ano para atividade de recria e engorda. Uma das explicações para essa diferença é a maior demanda por mão de obra nos sistemas de cria, especialmente nas épocas de nascimento e desmama de bezerros. Porém, como o porte das propriedades do País varia conforme as regiões, a aplicabilidade do índice médio Brasil é reduzida.

Contudo, nota-se, em termos estaduais, que a cria continua com menor produtividade da mão de obra frente aos sistemas de recria e engorda do mesmo estado.

No entanto, as regiões de Campo Grande (MS) e Barra do Garças (MT) apresentaram os índices médios mais elevados para o sistema nestes estados, com, respectivamente, 1.499 @/colaborador/ano e 1.710@/colaborador/ano em 904 ha e 1.123 ha de área útil. Já para as propriedades de recria e engorda, os maiores resultados foram verificados nos estados de Goiás e Mato Grosso.

A produtividade é destaque na região de Rio Verde (GO) e Barra do Garças (MT), com 3.780 e 6.029@/colaborador em respectivos 435 e 3.740 hectares de área útil. Há, para estas regiões, duas situações de sistemas de produção: A primeira possui uma estrutura de semi-confinamento, e fornece sal proteinado a 0,1% do PV dos animais em recria. Isso permite um melhor desempenho por área comparado ao segundo sistema, que fornece somente sal proteinado a 0,05% do PV durante a seca e sal mineral de 60g de P durante as águas.

A elevação de índices de produtividade da mão de obra, quando bem planejada, leva, ao mesmo tempo, à diluição dos gastos com a folha de pagamentos e ao aumento na receita gerada pela propriedade. Assim, a formação de pessoas e o treinamento de equipes são imprescindíveis para o sucesso da atividade pecuária. O Senar pode ser o apoio necessário ao produtor para profissionalizar sua equipe e atingir resultados financeiros melhores.

O Farmnews apresenta também os dados do Cepea referentes a margem da cria e recria e engorda de bovinos de corte em 2018. Clique aqui!

Clique aqui para acessar o estudo completo do Cepea relacionado a produtividade da mão de obra na pecuária de corte.

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Zootecnista, editor do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!