carne natural

O consumidor entende e valoriza o termo carne natural?

Será que, de fato, o consumidor entende e valoriza no processo de decisão de compra o termo carne natural?

O Farmnews destaca antes um pouco da história sobre como surgiu o termo carne natural e os desafios de informar o consumidor sobre o termo.

O termo carne natural surgiu nos Estados Unidos no início da década de 1980, quando o USDA foi abordado pela primeira vez sobre a possibilidade de rotulagem da carne como natural.

O autor da abordagem “natural” foi do pecuarista Mel Coleman. O pecuarista buscava diferenciar seu produto e em uma forma de apresentar isso ao mercado. Na época o USDA não tinha uma definição para o termo carne natural e, portanto, nenhum rótulo de carne poderia levar tal palavra.

Foi então que Mel Coleman propôs que “natural” significasse que o animal do qual a carne natural fosse oriunda não poderia receber hormônios estimulantes do crescimento ou antibióticos de qualquer maneira.

Os órgãos reguladores nos Estados Unidos entenderam que a definição era razoável e com bom apelo de marketing. Foi assim que surgiu o termo e claro, muita discussão na indústria da carne frente ao assunto, uma vez que muitos julgam a definição do termos como vaga ou imprecisa.

E de fato, o termo carne natural é pouco compreendido e valorizado pelos consumidores.

E a questão foi discutida nos Estados Unidos, com o objetivo de avaliar: Será que o consumidor realmente entende o significado e estão dispostos a pagar mais por algum diferencial do produto descrito no rótulo das carnes?

E olha que interessante: os consumidores estavam dispostos a pagar um valor adicionou na carne bovina com o rótulo natural do USDA quando eles não conheciam o significado da carne natural. No entanto, quando descobriam o significado do rótulo, perdiam o interesse de pagar por qualquer prêmio pelo produto. Foi isso que descobriu um estudo da Arizona State University (ASU).

O fato é que os consumidores que não estavam familiarizados com o significado dos rótulos das carnes estavam dispostos a pagar o mesmo valor adicional de rótulos com significado já bem aceito pelos consumidores, como para carnes livre de hormônio de crescimento.

Pois é, mas após entenderem o significado da carne natural estabelecido pelo USDA, por exemplo, os consumidores deixaram de mostrar interesse pelo pagamento do prêmio.

Os consumidores que se consideravam já familiarizados com a definição de carne natural também não tinham interesse de valorizar o produto, mas estavam dispostos a pagar valores adicionais pela combinação associada de carne natural e livre de hormônios de crescimento.

Os pesquisadores sustentam a hipótese de que os consumidores que estão familiarizados com a definição de carne natural não valorizam o produto como um rótulo independente.

Os pesquisadores da ASU avaliaram dados de 663 consumidores de carne bovina e concluíram que rotular alimentos com informações que não são claramente definidas pode ser frustrante e não trazer qualquer resultado prático.

Aliás, vários consumidores expressaram preocupações de que o rótulo natural dos produtos alimentícios é enganador e deveria ser banido ou redefinido, observaram os pesquisadores da ASU.

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Zootecnista, editor do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!