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O consumo e a produção em mudança no país!

Padrões de consumo variam conforme nossas necessidades, estilo de vida, ambiente em que vivemos e estímulos que recebemos.

Nos últimos 20 anos a humanidade adicionou 1,6 bilhão de pessoas ao planeta.

Até 2050, outros 2 bilhões de pessoas serão acrescidos à população mundial, acentuando a preocupação com o uso dos recursos naturais e a estabilidade dos ecossistemas.

O avanço social das últimas décadas também aponta para a necessidade de atenção ao crescimento e sofisticação do consumo de bens e serviços no futuro.

Desde 1990 o número de pessoas que vivem em extrema pobreza − com menos de US$ 1,25 por dia − caiu 33%. O número de pessoas com acesso à água potável aumentou em 15%, a mortalidade infantil foi reduzida em mais da metade e a mortalidade materna caiu 45%.

E mais, projeções populacionais da ONU mostram que a expectativa de vida média ao nascer, hoje em 68 anos, irá saltar para 81 anos até o final deste século.

Mudanças demográficas e sociais, ocorrendo com grande rapidez, farão emergir muitos desafios. As cidades têm recebido anualmente, em âmbito global, uma média de 65 milhões de pessoas, egressos da zona rural.

Até 2030, espera-se que cerca de 60% da população mundial esteja vivendo em zonas urbanas.

E o futuro nos promete, além de cidades mais populosas, pessoas mais idosas, mais educadas e mais exigentes.

Em duas décadas a região da Ásia-Pacífico concentrará cerca de 60% da classe média mundial, produzindo enorme pressão sobre a demanda de bens. Clique aqui para acessar artigo que fala da tendência de consumo na China!

A tendência é de que a intensificação dos fluxos de capital, informações e pessoas gere pressões sobre os padrões de consumo e de produção em todos os cantos do planeta.

E o acordo contido nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável é ousado: até 2030 pretende-se acabar com a pobreza e a fome; combater as desigualdades; construir sociedades pacíficas, justas e inclusivas; entre outros aspectos criando condições para a prosperidade compartilhada no futuro.

Esta audaciosa agenda tem alcance e significado sem precedentes. Ela é aceita por todos e é aplicável a todos os países, desenvolvidos e em desenvolvimento. Ela terá impactos marcantes na forma como as sociedades produzem e consomem bens e serviços.

Indústrias e negócios acostumados a produzir e vender com o único objetivo de auferir lucros se tornarão progressivamente obsoletos, na medida em que cresça a pressão da sociedade por eficiência no uso dos recursos globais e por crescimento econômico dissociado da degradação ambiental.

Um novo padrão de produção deverá emergir, focado em entrega de valor, em oposição à simples venda de mercadorias à sociedade.

O Brasil poderá se destacar nesta missão exatamente no setor econômico que melhor representa a sua competência tecnológica e capacidade competitiva em âmbito global: o agronegócio.

Agricultura e alimentação já são impactadas de forma profunda pelas mudanças nos padrões de consumo e produção.

O futuro exigirá produção de maior diversidade de alimentos, com maior densidade nutricional e atributos funcionais, a partir de tecnologias de baixo impacto, poupadoras de recursos naturais.

O Brasil tem experiência, capacidade e base inigualável de recursos naturais para responder a essas expectativas, tornando nossas safras essenciais para a segurança alimentar e nutricional no futuro.

O Brasil deve almejar esta posição e não há tempo a perder!

Adaptado de Maurício Antônio Lopes,  Presidente da Embrapa.

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Zootecnista, editor do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!