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COVID-19 e as tendências do mercado de alimentos: o que deve mudar?

O Farmnews apresenta alguns pontos importantes relacionados a COVID-19 e as tendências do mercado de alimentos.

O objetivo foi de destacar os caminhos e o que tem sido observados com relação ao comportamento do consumidor nos Estados Unidos especialmente, de acordo com a visão de Jessica Adelam, especialista em alimentos, varejo e agricultura naquele país.

O fato é que a cadeia de suprimentos de alimentos está no centro das atenções em meio a pandemia da COVID-19″, disse Jessica Adelman, Alltech One Conference on-line.

Vale lembrar que em 2015, a maneira como as pessoas comiam e seus impactos nas despesas com alimentos iniciaram uma nova tendência. “Pela primeira vez na história, o consumo de comida preparada fora de casa foi maior do que a comida preparada dentro de casa”, explicou Adelman.

Pois é, antes da COVID-19 as tendências do mercado de alimentos estavam relacionadas principalmente o da alimentação fora do lar. Mas com a pandemia, o cenário pode mudar!

O COVID-19 criou uma mudança na tendência do consumo de alimentos. Desde o início da pandemia foi observada uma migração de consumo de cerca US$100 bilhões, da alimentação fora do lar para o varejo nos Estados Unidos.

Desse modo, uma das consequências da COVID-19 foi da migração de US$100 bilhões do setor de alimentação fora do lar para o varejo no período de pandemia, em março de 2020. Mas, claro, o grande desafio quanto a COVID-19 e a tendência do mercado de alimentos é sabe se essa expectativa vai se manter ou não no futuro.

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“O que é desconhecido é: essa mudança continuará assim que o país voltar ao normal ou surgirão exemplos híbridos?” disse Adelman. Nesse contexto, é importante destacar que o McDonald’s na Austrália passou a comercializar leite e pão à venda em seus estabelecimentos durante a pandemia.

E por falar em COVID-19 e as tendências do mercado de alimentos é sempre importante destacar que a indústria mundial de carnes, ano após ano, está cada vez mais sustentável. Clique aqui e saiba mais do assunto!

Pois é, dados do National Restaurant Association, nos Estados Unidos revelam que dois terços dos funcionários dos restaurantes do país foram demitidos, enquanto no período foi verificado aumento de 20,4% nas vendas nos supermercados, até abril de 2020. Contudo, os supermercados enfrentam agora um aumento nos custos para absorver suas margens, devido a riscos e gastos de capital em segurança, sinalização, monitoramento de temperatura, e limpeza extra.

E, claro, é importante colocar em discussão também a questão da segurança alimentar. Adelman explica que, como a confiança do consumidor no acesso a alimentos e produtos domésticos ainda é limitada, o papel da pesquisa torna-se cada vez mais importante nesse assunto.

De acordo com a pesquisadora, “podemos estar no ponto de inflexão em como e quanto os consumidores permitirão que a ciência entre novamente na discussão sobre agricultura, alimentação e nutrição”. Esse sentimento e confiança crescentes em relação à ciência e aos especialistas podem ser a oportunidade necessária para abrir a porta e criar mais diálogo com os consumidores, uma vez que a comida é algo mais pessoal para o consumidor, algo que colocamos em nosso corpo e alimentamos nossa família.

Adelman acredita que os consumidores tem, de fato, uma relação mais emocional com o alimento e a pesquisa em de estar atenta a esse fato, para trazer respostas mais humanas e que mudem para melhor a relação entre ciência e com os consumidores. Os pesquisadores acreditam que o período de quarentena tem durado tempo suficiente para que alguns desses novos comportamentos se tornem hábitos; hábitos que podem solidificar tendências irreversíveis que afetam o suprimento, o consumo e o valor da ciência.

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Adaptado por Beef Magazine

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Ivan Formigoni

Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!

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