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Estudo revela impacto da carga tributária no custo dos insumos

Os produtores brasileiros pagam, em média, 86% mais caro por insumos!

Esse custo mais alto dos insumos acontece em virtude da carga tributária e burocracias associadas à importação de máquinas, fertilizantes, defensivos e demais produtos necessários para a produção.

O resultado é uma competitividade reduzida tanto no mercado doméstico quanto nos mercados internacionais, conforme um estudo apresentado pelo Sistema Farsul.

O levantamento, apresentado no dia 25 de outubro, na sede da Federação, revelou disparidades entre os custos de produção agrícola no Brasil e em outros países do Mercosul. Também foi revelado o peso da carga tributária que incide sobre os bens de produção no país, situação que poderia ser corrigida com a abertura do mercado.

O custo de se produzir grãos no Brasil chega a ser em média 79% mais caro que o custo Argentino e 32% mais oneroso que o custo Uruguaio.

O peso dos impostos no custo dos insumos, somado à queda nos preços das commodities, vêm causando redução no lucro do produtor.

As dificuldades de adquirir insumos do exterior agrava a inda mais a situação que já causa o aumento do desinteresse do produtor pelo trigo. O presidente da Comissão do Arroz da Farsul, Francisco Schardong, alerta que  “o produtor vem diminuindo cada vez mais a sua margem e está vendendo até abaixo do custo de produção para poder sobreviver”.

Aliás, a produção de soja na safra 2017/18 pode não cobrir os custos da atividade. Clique aqui!

Segundo o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, a competitividade do produtor brasileiro é prejudicada pelas dificuldades impostas na importação. Enquanto argentinos e uruguaios podem adquirir insumos a preço de mercado internacional, no Brasil a compra de máquinas e equipamentos e outros produtos sofre uma série de restrições para proteger a indústria brasileira.

O estudo concluiu que o maior peso está na produção do arroz, já que os impostos para o cultivo deste grão representam 30,26% do custo total. Na sequência vem o milho (27,10%), soja (27,05%) e trigo (26,21%). Vale destacar que apenas essas 4 culturas foram avaliadas

A categoria de manutenção e distribuição representou uma das etapas com o percentual mais alto de taxas, com 38,7% no caso do arroz e 35,83% no do milho.

Na fase da colheita, os tributos representam 35,83% do custo de produção em todas as culturas analisadas. Ao analisar o caso de produtos específicos, como máquinas agrícolas, o estudo revela que o preço cobrado por estes equipamentos poderia ser reduzido em um quarto se houvesse isenção de impostos para bens de capital, a exemplo do que ocorre em outros países. Já os adubos, fungicidas e pesticidas poderiam ser diminuídos 20%.

Nesse aspecto, o Farmnews destaca artigo de Mauro Osaki, que discute a competitividade do agronegócio brasileiro frente aos nossos concorrentes. Clique aqui e saiba mais!

Adaptado de Farsul

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