Operação Carne Fraca

Efeitos negativos da Operação Carne Fraca seguem em foco

Infelizmente os efeitos negativos da Operação Carne Fraca ainda nos incomodam, especialmente quando o assunto envolve negociações internacionais com o Brasil.

O presidente da CNA, João Martins, encaminhou ofício ao novo embaixador da França no Brasil, Michel Miraillet, para defender a agropecuária brasileira e esclarecer que a qualidade e a sanidade dos produtos nacionais são atestadas e aprovadas pelos mais de 160 países que importaram do Brasil em 2017.

Em outubro de 2017, o embaixador francês disse que as questões de segurança alimentar devem fazer parte das tratativas nas negociações do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia e sinalizou que a Operação Carne Fraca (clique aqui) pode ser uma barreira para o diálogo entre os dois blocos.

No texto encaminhado ao diplomata europeu, João Martins defendeu o trabalho das autoridades brasileiras e das entidades do agronegócio para garantir a qualidade do produto brasileiro e a segurança alimentar dos consumidores nos mercados interno e externo. Neste contexto, um dos exemplos citados foi a carne.

“A carne brasileira é internacionalmente reconhecida por sua qualidade e sanidade, tal fato não é validado apenas por nós, mas pelos 164 países que já compraram nossas carnes neste ano. Esse sucesso comercial é fruto do esforço cotidiano de milhões de produtores rurais, trabalhadores das agroindústrias e funcionários públicos” justifica o presidente da CNA.

Martins acrescentou no texto que a Operação Carne Fraca, ao contrário do que afirmou o embaixador, “é a prova cabal do esforço das autoridades brasileiras para fortalecer a qualidade de nossos produtos”.

Ele disse que, em 2016, o comércio entre os dois países movimentou US$6 bilhões, dos quais 25% foram de produtos do agronegócio. Desta forma, alertou, “é preocupante que informações inverídicas sobre a produção brasileira sejam usadas na elaboração de posicionamentos franceses nas negociações em curso”.

E lembrou que a própria União Europeia recentemente teve sérios problemas sanitários, como nos episódios de uso ilegal de carne de cavalo para alimentação humana e o uso do inseticida fipronil em mais de 450 granjas europeias, sendo uma delas na França, que resultou na queda do consumo de ovos pela população europeia.

O presidente da CNA ressaltou os potenciais do acordo para a segurança alimentar das populações sul-americana e europeia e explicou que o desrespeito a regulamentações sanitárias prejudica todos os produtores rurais que comercializam seus produtos no mercado.

Adaptado da CNA

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