produção de alimentos é suficiente

Produção de alimentos é suficiente hoje, mas e daqui a 30 anos?

A produção de alimentos é suficiente hoje e também será no futuro? Esse é o principal desafio da segurança alimentar no mundo!

Nesse sentido, a Embrapa apresenta estudo que destaca as megatendências que afetam os sistemas alimentares mundo afora.

E afinal, será que a produção de alimentos é suficiente e será suficiente para atender uma demanda crescente em quantidade e qualidade?

Nos próximos 30 anos, a população mundial chegará a 9,8 bilhões, com 4,9 bilhões de pessoas, cerca de 40%, concentradas nos centros urbanos. O aumento da população, sua crescente urbanização e a maior expectativa de vida, associados a fatores como mudanças climáticas, degradação ambiental, novas tecnologias na agricultura e alteração nos hábitos de consumo alimentar, vão impactar diretamente no fornecimento de alimentos.

“A segurança alimentar global é hoje relativamente estável, pois o mundo consegue produzir mais alimentos do que se consome, apesar de populações no sul da Ásia e na África Subsaariana ainda permanecerem subnutridas ou desnutridas. Nesse caso, o problema está relacionado a políticas públicas ineficientes. No entanto, nas próximas décadas, teremos episódios de interrupção significativa do fornecimento de alimentos e consequente aumentos de preços”, afirma Mário Seixas, pesquisador responsável pelo estudo.

O fato é que, no mundo, a produção de alimentos hoje é suficiente, mas nas próximas décadas pode não ser!

Mesmo assim, China, Brasil e Índia continuarão a expandir sua produção agrícola. A produção de grãos geneticamente modificados deve aumentar na China, especialmente de milho, enquanto a Índia investirá nas pulses (leguminosas secas, como ervilha, lentilha e grão-de-bico). Estados Unidos, Brasil e Europa continuarão sendo as fornecedoras agrícolas mais importantes no cenário internacional.

De acordo com estimativas do relatório, a elevação das temperaturas reduzirá a produtividade e o rendimento de muitas culturas no mundo. Inundações e secas serão cada vez mais frequentes, o que irá prejudicar os sistemas de produção e distribuição de alimentos. Tais fatores colocam em xeque, desde já, argumentos de que a atual produção global de alimentos será capaz de alimentar a população estimada para 2050.

Aliás, por falar em eventos que podem afetar a produção e produtividade dos alimentos, a crise de produção de carne suína na China é um bom exemplo recente. Clique aqui e saiba mais do assunto e suas possíveis consequências no mercado mundial!

Até 2050, serão 5 bilhões de consumidores com maior poder de compra, resultado do aumento das classes médias na China e Índia. Juntas, elas representarão 59% desse segmento em âmbito global. Mais consumo e mais necessidade de produção de alimentos, consequentemente maior utilização de água e energia. O sul da Ásia e a África serão as regiões mais sujeitas a estresse hídrico e às alterações climáticas nos próximos anos.

Consumidores mais jovens continuarão críticos em relação a transgênicos, porém propensos a consumirem outros tipos de produto, por exemplo a chamada carne sintética, de origem vegetal. “A proteína baseada em vegetais será parte do futuro da indústria de alimentos. Empresas tradicionais de carne poderiam se tornar investidores significativos”, ressalta o pesquisador. O relatório destaca ainda que, até 2050, a dificuldade de aceitação de produtos transgênicos será nos mercados da União Europeia.

E por falar em carne sintética, o clique aqui e saiba mais sobre a questão da carne baseada em plantas! E, claro, nesse aspecto é importante ressaltar a importância do marketing da carne bovina que tem novamente a chance de trabalhar a seu favor. Mas será que vai? Clique aqui!

Mais conscientes, os consumidores também exigirão sistemas alimentares sustentáveis e novas leis de rotulagem. “A rotulagem mais rigorosa será consequência da epidemia de obesidade e de outras doenças relacionadas à alimentação não adequada”, afirma Seixas. Essa conscientização do consumidor com relação à saúde também influenciará na formação de novos nichos de mercado e produção de bebidas de mais qualidade. “Os esforços para redução de desperdício (clique aqui) e perdas de alimentos deverão continuar”, diz.

Para acessar o estudo completo da Embrapa, clique aqui!

Adaptado da Embrapa

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