robôs na indústria frigorífica

COVID-19 acelera planos de teste de robôs na indústria frigorífica

O Farmnews apresenta dados e discussão do FoodDive relacionado aos planos e testes do uso de robôs na indústria frigorífica.

Pois é, a COVID-19 tem acelerado muitos processos que talvez imaginássemos em um futuro não tão próximo, como a mudança de hábitos alimentares, a digitalização e a implantação de tecnologias disruptivas que incluem a robótica.

E muito dessas alternativas em termos de tecnologia já estão sendo testadas e dentre elas o uso de robôs na indústria frigorífica.

O fato é que as habilidades dos robôs, que não se comparavam às humanas até há algum tempo atrás, melhoraram e muito ao longo dos últimos anos.

Pois é, embora os robôs tenham maior dificuldade com habilidades motoras finas comparados aos humanos, como da filetagem, o uso de máquinas para tarefas mais rotineiras, como dividir carcaças, podem se tornar uma realidade cada vez mais comum. Na Europa, a automação é mais comumente empregada, de acordo com o The Wall Street Journal, com robôs usando lasers e olhos ópticos para classificar cortes de carne.

Nos EUA, porém, o uso de robôs na indústria frigorífica não foi tão difundida como na Europa, pelo menos por enquanto. Baixas temperaturas e respingos de sangue dificultam a rotina de robôs em um ambiente de embalagem de carne.

E devido aos riscos associados às bactérias, tem sido difícil para os robôs resistir à lavagem e higienização contínuas necessárias em uma fábrica de embalagem de carne. Apesar dessas limitações, as empresas de proteína animal continuam investindo pesadamente em automação.

A JBS está dedicando parte de seus investimentos de US$1 bilhão em automação, informou o Wall Street Journal, e em 2015 a empresa assumiu uma participação de US$42 milhões em controle da Scott Technology, uma empresa de robótica sediada na Nova Zelândia. A Tyson também revelou que em agosto de 2019 que investiu US$215 milhões em automação e robótica durante os cinco anos anteriores.

Vale lembrar que a crescente demanda por carne nos EUA começou a superar a capacidade de processamento dos trabalhadores. As taxas anuais de rotatividade nos frigoríficos são em média de 40% a 70%, enquanto a taxa média de rotatividade de outras indústrias fica em torno de 31%, de acordo com dados do Boston Consulting Group.

A pandemia pode ser o catalisador que leva as empresas de proteína animal a implementar com sucesso o uso de robôs na indústria frigorífica. Esse interesse foi confirmado pelo Global Markets Insights, que mostrou que o mercado de embalagens de robôs deve crescer a uma taxa anual de 12% e ultrapassará US$ 650 milhões em todo o mundo até 2023.

E por falar em COVID-19 e as tendências do mercado de alimentos é sempre importante destacar que a indústria mundial de carnes, ano após ano, está cada vez mais sustentável. Clique aqui e saiba mais do assunto!

Adaptado de Food Dive

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