Nos próximos anos, o consumo de carne bovina deve se manter aquecido nos países em desenvolvimento, com destaque para os da Ásia, que concentram quase 60% da população mundial.

Essa é a perspectiva de pesquisadores e líderes pecuários, que se reuniram em maio em Paris, no sexto encontro econômico do IMS (sigla em inglês de Secretariado Internacional da Carne).

Segundo pesquisadores que estiveram no encontro, o crescimento econômico nos países asiáticos nos próximos anos e o aumento da população devem elevar a demanda pela proteína animal.

O Farmnews tem apresentado temas relacionados a demanda chinesa e as perspectivas de consumo daquele país (clique aqui). Aproveite e saiba quais são os principais países importadores de carne bovina (clique aqui).

Por outro lado, o consumo de carne bovina tende a se reduzir em países desenvolvidos.

Isso porque, de acordo com pesquisadores que participaram do IMS, verificam-se mudanças nos hábitos de consumo de carne bovina nos países já desenvolvidos, como Estados Unidos, Austrália e União Europeia. As indústrias, por sua vez, buscam se adaptar a este novo contexto.

Vale ressaltar que essas mudanças de hábito de consumo também são verificadas em metrópoles e cidades mais populosas de países em desenvolvimento.

Pesquisadores indicam que essa alteração no comportamento do consumidor em países desenvolvidos está atrelada à mudança na rotina e ao acesso a tecnologias.

A população tem buscado cada vez mais opções rápidas e de pronta-entrega, limitando, com isso, o consumo de carne bovina. Nesse sentido, observa-se aumento no número de refeições, mas redução na quantidade, especialmente de carne vermelha.

Além disso, quando a comida é feita em casa, a população tem buscado receitas rápidas e simples. Muitas vezes, a percepção é que preparar a carne in natura é demorado.

É preciso considerar, ainda, que redes sociais e mídia defendem a redução ou até mesmo a extinção do consumo de proteína animal. Esses conteúdos têm forte apelo ao consumidor, mesmo sem embasamento científico.

Ainda que essas alterações nos hábitos venham diminuindo o consumo em países desenvolvidos, ao colocar na balança, o volume demandado por proteína animal deve aumentar nos próximos anos, resultado da maior procura, especialmente na Ásia.

No entanto, indústria e produtores precisarão se adaptar a um novo contexto, em que as mudanças nos hábitos de consumo ocorrem com a mesma velocidade da inovação tecnológica.

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Por Sergio De Zen e Mariane Crespolini, do Cepea/Esalq, adaptado de Zero Hora.

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