O Farmnews destaca estudo de obras prioritárias para o escoamento agrícola do país para o mercado internacional.

Estudo desenvolvido pelo Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Embrapa elencou uma série de obras prioritárias para ampliar a participação dos portos do chamado Arco Norte no escoamento agrícola para o mercado externo.

O Arco Norte engloba todos os portos dos estados da Região Norte e também o Maranhão.

A aplicação de investimentos em obras estratégicas e o fortalecimento da logística na região são fundamentais para garantir a competitividade e a expansão da produção de grãos no Brasil nos próximos dez anos.

As obras classificadas como prioritárias contemplam os 3 modais logísticos da Região Norte e incluem a duplicação, asfaltamento e melhorias na sinalização das pistas, vias de contorno de cidades e acessos aos terminais portuários ou intermodais de quatro rodovias federais e de uma estadual (BR-163, BR-080, BR-364, BR-242 e MT-319).

Também estão listadas obras para o aumento da capacidade de fluxo das hidrovias dos rios Madeira e Amazonas, por meio de dragagens e melhorias na sinalização, além da operacionalização de novos trechos da Ferrovia Norte-Sul e a construção de uma nova estrada de ferro, a Ferrogrão, entre Sinop (MT) e Miritituba (PA).

Resultados preliminares desse estudo foram apresentados em audiência com o ministro do MAPA, Blairo Maggi, em fevereiro de 2017 e desde então são acompanhados pelo secretário-executivo do ministério, Eumar Novacki.

“O sistema desenvolvido pela Embrapa fornece regularmente informações fundamentais para a atuação do Ministério da Agricultura na temática da logística e do planejamento territorial, de forma extremamente qualificada”, afirma o secretário-executivo.

De modo a atender às projeções do setor para a produção em 2025, o Arco Norte deve mais que dobrar sua capacidade atual de escoamento agrícola, alcançando 40% de participação no volume total de grãos exportados pelo país.

Para isso, o estudo aponta a necessidade de investimentos de curto e médio prazo na infraestrutura logística do transporte dos grãos em Rondônia, Amazonas, Pará, Amapá, Maranhão e Mato Grosso.

A ampliação da participação dos portos de Itacoatiara, Santarém, Barcarena/Vila do Conde e Itaqui nas exportações contribuirá para diminuir o custo do frete e aumentar a rentabilidade do produtor.

Esses portos estão mais próximos dos principais mercados internacionais e também das maiores zonas produtoras de grãos, como a Região Centro-Oeste, que concentra 42% da produção nacional, e podem oferecer vantagens competitivas em relação aos portos do Sudeste e do Sul, ainda responsáveis por 81,5% do escoamento agrícola de acordo com dados de 2015.

Dos cerca de 85 milhões de toneladas de grãos exportados naquele ano, os portos do Arco Norte responderam por apenas 18,5% do volume total.

Previsões otimistas indicam que as exportações de soja e milho podem chegar a 182 milhões de toneladas.

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“Levantamos a situação atual e futura de cada um dos portos que fazem parte do sistema Arco Norte e de sua bacia logística. Caso essa projeção se concretize e os portos da região não realizem novos investimentos, além dos programados, haverá um déficit operacional de 6 milhões de toneladas, mesmo atuando com 100% da capacidade projetada”, explica Gustavo Spadotti, analista do Gite.

Em um cenário mais conservador, com o volume exportado alcançando 124 milhões de toneladas, os portos do Arco Norte continuariam aptos a atender o fluxo para o mercado externo, escoando 40% da produção de grãos.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, Evaristo de Miranda, que coordena o estudo, a curto prazo os ganhos de competitividade da agricultura brasileira com a melhoria da logística podem ser muito maiores e mais rápidos do que os obtidos atualmente pela adoção de inovações tecnológicas no sistema produtivo.

O mapeamento mostrou, por exemplo, que a safra destinada às exportações em 2015 chegou aos 10 principais portos brasileiros principalmente via modal ferroviário (47%), seguida pelo rodoviário (42%) e hidroviário (11%).
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Estudo da Embrapa indica obras prioritárias para escoamento agrícola was last modified: by