consumo alimentar residual

Hereford e Braford com dados de Consumo Alimentar Residual

Os resultados da Prova de Avaliação a Campo (PAC) das raças Hereford e Braford pela Embrapa Pecuária Sul incluíram dados da eficiência alimentar dos animais.

Aliás, o Farmnews destacou a importância de avaliar a eficiência alimentar na pecuária de corte. Clique aqui e saiba mais!

O diferencial da Prova de Avaliação a Campo (PAC) 2017 foi a inclusão de novos dados à prova, referentes ao Consumo Alimentar Residual (CAR) dos reprodutores, visando medir a eficiência alimentar de cada um deles.

De acordo com o coordenador da PAC, Roberto Collares, o ganho médio diário de peso dos animais que participaram desta edição da PAC para a raça Braford foi de 0,835 Kg/dia, enquanto que os da raça Hereford o ganho foi de 0,800 Kg/dia.

O objetivo da PAC de reprodutores de Hereford e Braford é comparar, dentro de um mesmo ambiente, touros de diferentes criatórios do Sul do Brasil, com a finalidade de identificar animais jovens geneticamente superiores em termos para produção de carne a pasto.

Durante a prova são avaliados diferentes características.

Porém, nesta edição da PAC, a novidade foi a inclusão de uma nova avaliação, o Consumo Alimentar Residual (CAR) que visa medir a eficiência alimentar dos touros.

Para isso, os animais foram deslocados para uma área controlada, com cochos automatizados, que controlam tanto a entrada e saída de cada animal, como o consumo por ele realizado.

Por meio de chips nos animais e balanças nos cochos, todos dados são registrados e enviados em tempo real para um computador e também diretamente para os técnicos da PAC da Embrapa Pecuária Sul.

Porém, antes de os animais irem para a prova que avalia o CAR, eles passaram por um período de 45 dias de adaptação no cocho para adaptação da dieta alimentar.

“O nosso interesse em confiná-los durante esse período foi medir a Eficiência Alimentar, tanto o Consumo Alimentar Residual quanto o Ganho de Peso Residual. Com essas informações sabemos como o animal aproveita esse alimento, de forma eficiente ou não, como ele ganha peso e a correlação entre essa eficiência de aproveitar o alimento, ganhar peso e o crescimento. Ou seja, como a genética afeta o desempenho do animal”, explica o pesquisador em melhoramento genético Marcos Yokoo, responsável por acompanhar o andamento da prova.

De acordo o Yokoo, o consumo de matéria seca (consumo alimentar) é ajustado ao peso metabólico do animal e pelo ganho de peso deste referido animal.

Assim, o Consumo Alimentar Residual é a diferença entre o consumo de alimento observado e o estimado.  Desta forma, quanto mais negativo o CAR de um animal, melhor. O Ganho de peso residual é a diferença entre o GMD observado e o estimado com base no consumo de alimento e do peso metabólico. Assim, valores maiores  de  Ganho de peso residual  são favoráveis.

“Por exemplo, um animal de 500 kg que consumiu determinada quantidade de alimento, consumiu mais ou menos do que ele necessitava” explica o pesquisador. Então para aliar essa medida do CAR (Consumo Alimentar Residual), temos que trabalhar junto com o ganho de peso residual. Quer dizer, queremos aquele animal que realmente consumiu menos e que ganhou mais peso, ou seja, que cresceu mais”, resume Yokoo.

O Farmnews tem destacado a iniciativa do CIGNA nos testes de eficiência alimentar residual conduzidos na Unesp/Botucatu (clique aqui). Unesp e Qualitas: primeiros resultados do CIGNA para eficiência alimentar (clique aqui e saiba mais)!

Adaptado de Manuela Bergamim, da Embrapa

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