desenvolvimento sustentável

Desenvolvimento sustentável como política pública para o mundo

O LAE/USP destaca a importância em concentrar esforços para o desenvolvimento sustentável, no aspecto econômico, ambiental e social da pecuária.

As primeiras preocupações com os impactos ambientais começaram a ser relatadas na década de 60, com a publicação do livro “A primavera silenciosa” da autora Rachel Carson, em 1962, quando ela demonstrou os efeitos danosos dos agrotóxicos sobre animais e seres humanos.

Em 1972 devido as discussões a respeito da conservação e preservação dos recursos naturais foi criado o Clube de Roma, para estudar soluções para o controle do crescimento populacional e industrial, a insuficiência da produção de alimentos e o esgotamento de recursos naturais. Com resultado foi a publicação do relatório do Clube de Roma sobre os limites do crescimento, relatando os riscos globais dos efeitos da poluição e do esgotamento das fontes de recursos naturais. Outro marco importante neste mesmo ano foi a Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente em Estocolmo. Nessa conferência foi a primeira vez à nível mundial discutido a preocupação com as questões ambientais globais.

Em 1987 foi publicado o relatório “Nosso Futuro Comum”, também conhecido como “Relatório Brundtland”. Esse relatório foi um marco importante, porque forneceu, pela primeira vez, a definição geral aceita de desenvolvimento sustentável, com o seguinte conceito: “Desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades”.

Em 1992 foi realizada na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), também conhecida como Cúpula da Terra, Eco-92 e Rio-92. Na qual foram elaboradas a Carta da Terra (Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) e a Agenda 21, com o objetivo de proporcionar um desenvolvimento com compromisso ambiental. O evento também levou o conceito de desenvolvimento sustentável a todas as partes do mundo, promovendo a reflexão e discussão acerca da importância das questões socioambientais e econômicas. A partir de então, o conceito de desenvolvimento sustentável passou a fazer parte dos discursos globais. Assim a sociedade passa a buscar novas formas de se relacionar com o ambiente e garantir sua continuidade no planeta, visando conciliar a justiça social, a eficiência econômica e o equilíbrio ambiental.

A partir de um diagnóstico das ações produzidas a partir do Rio-92, em 2000 foi realizada a Cúpula do Milênio, em Nova York. Nessa reunião a Organização das Nações Unidas estabeleceu-se os Objetivos de Desenvolvimento para o Milênio, compostos por os oito objetivos a serem alcançados até 2015. Os objetivos são: acabar com a fome e a miséria; oferecer educação básica de qualidade para todos; promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde das gestantes; combater a Aids, a malária e outras doenças; garantir qualidade de vida e respeito ao meio ambiente; e estabelecer parcerias para o desenvolvimento.

Com a finalidade de reafirmar a implementação da Agenda 21 e dos Objetivos de Desenvolvimento para o Milênio, foi realizada a Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio + 10), em 2002, em Joanesburgo, África do Sul. Essa conferência impulsionou as ações em nível mundial para combater a pobreza e proteção do ambiente.

Com o comprometimento com os Objetivos de Desenvolvimento para o Milênio foi realizado em 2010 a Cúpula do Milênio e em 2012 a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Em continuidade e atualizando desses objetivos foi estabelecido a Agenda 2030 em 2015, na Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável – COP-21 em Paris, França. A agenda contém com um conjunto de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Figura 1) e 169 metas a serem atingidas até 2030, por 193 países-membros das Nações Unidas.

desenvolvimento sustentável

Figura. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Fonte: http://www.agenda2030.org.br/os_ods/

As ações, que englobam a Agenda 2030, são abrangentes e multissetoriais, envolvendo os governos, a sociedade, as instituições de pesquisas e/ou ensinos, as empresas, as organizações não-governamentais (ONGs) e a mídia, na construção de um mundo mais justo, equilibrado e sustentável.

E vale destaca que o agronegócio tem evoluído muito na questão do desenvolvimento sustentável, como tem sido discutido no Farmnews (clique aqui e confira).

A equipe do LAE/USP concentra esforços em pesquisas e extensão para o desenvolvimento sustentável, no aspecto econômico, ambiental e social da pecuária.

O objetivo é promover o desenvolvimento das cadeias produtivas utilizando de forma sustentável os recursos produtivos. Com isso, atende ao ODS 12, a fim de promover a agricultura sustentável e a propor padrões de produção e de consumo sustentáveis.

E em paralelo ao desenvolvimento sustentável, a questão da segurança alimentar é igualmente uma preocupação mundial. Isso porque a produção de alimentos no mundo é suficiente, mas, e daqui a 30 anos? Clique aqui e confira!

Siga o Farmnews, o canal de notícias do agronegócio!

Desenvolvimento sustentável como política pública para o mundo was last modified: by