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Eficiência alimentar em bovinos. Por que avaliar?

Uma mudança está chegando à indústria da genética de bovinos de corte.

As empresas ligadas ao melhoramento genético animal tem cada vez mais interesse em identificar animais  para eficiência alimentar, com o objetivo de criar animais mais eficientes do ponto de vista de consumo eficiente.

Mas o primeiro passo, o de medir com precisão quanto o gado come em diferentes estágios da vida e tipos de dieta é a chave para o sucesso neste objetivo.

O fato é que a ingestão de grãos por bovinos no confinamento é tarefa relativamente fácil (porém cara) de medir e a indústria agora tem um número substancial de registros (datapoints) para esta característica em regiões tropicais.

Por outro lado, a ingestão de forragem enquanto animal está pastando é extremamente difícil de medir.

E esse é o desafio, já que a indústria da genética bovina precisa lidar com essa dificuldade para realmente capturar a eficiência alimentar para todo o sistema de produção de carne bovina, pois a grande “população” de bovinos está no pasto – são as vacas, mães dos animais que serão recriados e confinados.

A preocupação refere-se ao fato de que a regulação da ingestão varia de acordo com o tipo de dieta. Em outras palavras, um animal pode “estar cheio” de forragens antes de atender às suas necessidades nutricionais básicas.

O mesmo animal alimentado com grãos em um ambiente controlado como o confinamento provavelmente atenderá a esses requisitos com menos alimentação. No entanto, as avaliações de eficiência alimentar normalmente são em confinamento, potencialmente restringindo a análise de eficiência do animal ao longo da vida útil.

E, claro, essa é a questão que envolve a produção pecuária nacional, especialmente a pasto.

E o mais importante, melhorar a eficiência alimentar de um rebanho pode significar grandes economias para os produtores.

Uma melhoria de 5% na eficiência alimentar poderia ter um efeito econômico quatro vezes superior a uma melhoria de 5% no ganho médio diário. Por isso, empresas como CRV Lagoa (que mede eficiência alimentar em seu Centro de Performance), ABS Global (em parceria com o Rancho da Matinha), Qualitas (em conjunto com UFG e Unesp) entre outras iniciativas tem investido para identificar animais melhoradores para eficiência alimentar e assim promover melhoramento genético para as massas.

Uma vez que os custos de alimentação representam mais de dois terços dos custos de produção totais em uma operação pecuária bovina, reduzi-los pode ter grandes vantagens na análise de resultado do negócio como um todo. Este é um grande elo, não só de pesquisa, mas de necessidade futura da pecuária, unindo avanços da nutrição e genética em uma só direção.

Aliás, o Farmnews tem destacado a iniciativa do CIGNA nos testes de eficiência alimentar residual conduzidos na Unesp/Botucatu (clique aqui).

Unesp e Qualitas: primeiros resultados do CIGNA para eficiência alimentar (clique aqui e saiba mais)!

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Zootecnista, colaborador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!