IATF

IATF: estudo da Unesp apresenta resultados de campo

O Farmnews apresenta pesquisa realizada na Unesp/Botucatu, por Camila Nogueira e Josineudson Augusto, que avaliaram resultados de campo da IATF.

As exigências do mercado e consumidores relacionados à qualidade dos alimentos de origem animal fazem a pecuária de corte atualizar as estratégias tecnológicas e de manejo para garantir o retorno econômico da atividade.

O uso de IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) permite a inseminação das vacas no começo da estação de monta independentemente do seu estado cíclico, gerando menor desperdício de sêmen, material e mão de obra, além de aumentar a proporção de vacas prenhas no final da estação.

Aliado ao melhoramento genético, o qual seleciona reprodutores superiores de acordo com a finalidade de cada produtor, o uso da IATF aumenta o número de bezerros nascidos, a eficiência reprodutiva do rebanho e a redução do intervalo de partos.

Um estudo foi realizado a fim de verificar o impacto desta biotecnologia nos fenótipos de peso a desmama (PD), ganho de peso pós desmama (GPD), perímetro escrotal (PE) e musculatura (MUS) em progênies proveniente de seis fazendas participantes do programa de melhoramento genético Nelore Qualitas.

A expressão das características fenotípicas de um indivíduo é resultado da ação de seus genes, dos efeitos ambientais e de suas interações, recomendando a importância do uso de touros avaliados dentro de um programa de melhoramento, para garantir a variabilidade genética do rebanho e aumentar o diferencial de seleção.

Foi verificado que apesar da biotecnologia reprodutiva permitir a concentração de nascimentos na melhor época do ano, os produtores utilizavam desta estratégia reprodutiva para melhorar o manejo reprodutivo nas fazendas.

As progênies oriundas de IATF apresentaram valores significativamente superiores as progênies oriundas de MN (Monta Natural).

Os dados de desempenho dos animais avaliados em MN e IATF segue apresentado na Tabela abaixo:

IATF

Médias na mesma linha seguidas pela mesma letra minúscula não diferem entre si (p<0,001).

Com a diferença entre esses grupos de animais sugere-se que haja maior retorno econômico da atividade para os produtores que utilizam a biotecnologia reprodutiva em seus rebanhos, além do melhoramento genético e da estratégia de manejo, como a concentração dos nascimentos em épocas de boas pastagens e melhor sanidade aos bezerros.

Conclui-se então, que o uso de IATF em rebanhos de bovinos de corte apresentam resultados positivos para as características de importância econômica aos produtores que visam precocidade e eficiência reprodutiva em seus rebanhos.

Por Camila Nogueira e Josineudson Augusto – pesquisadores da Unesp/Botucatu.

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