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Ipyporã, a forrageira resistente a cigarrinha. Saiba mais!

Ipyporã na língua guarani significa “belo começo” e essa é a intenção da equipe de pesquisadores da Embrapa ao desenvolver a BRS RB331 Ipyporã.

A cultivar é resultado do cruzamento de Brachiaria ruziziensis com Brachiaria brizantha e reúne as melhores características de cada uma delas, na opinião dos envolvidos na criação do material e que a consideram um novo início para as pesquisas em melhoramento de braquiárias no País.

“A cultivar apresenta a excelente resistência a cigarrinhas de uma B. brizantha e o alto valor nutritivo da B. ruziziensis”, revela a melhorista da Embrapa Cacilda Borges do Valle.

O Ipyporã é cerca de 13% melhor em qualidade nutricional que o capim mais utilizado no Brasil, o Marandu, e isso proporciona um ganho de peso por animal maior, ao redor de 17%.

O longo período em teste foi necessário para avaliar resistência a cigarrinhas, resposta à fertilidade, pastejo, tolerância ao encharcamento e multiplicação de sementes.

A forrageira destaca-se pela resistência a diferentes espécies de cigarrinhas, constatada tanto em relação àquelas típicas das pastagens, como Notozulia entreriana e Deois flavopicta como em duas do gênero Mahanarva – M. fimbriolata, da cana-de-açúcar, e Mahanarva sp.

O desempenho do capim no campo é outro ponto positivo. Após dois anos em avaliação em pastejo rotacionado em Mato Grosso do Sul, concluído em setembro de 2014, a BRS Ipyporã apresentou elevado valor nutritivo e ganho médio diário maior, em comparação com o capim-marandu, o ‘braquiarão’ ou ‘brizantão’.

Na balança, a média de ganho médio diário (GMD) da BRS Ipyporã foi de 0,675 kg/animal.dia, e de ganho de peso vivo por área (GPVA), 1.150 kg/ha.ano.

O braquiarão  alcançou uma média GMD em 0,578 kg/animal.dia e GPVA, 1.190 kg/ha.ano.

“A taxa de lotação do marandu é maior e ele cresce mais que a ipyporã, porém o híbrido tem mais qualidade nutricional, a taxa de digestibilidade é alta e consegue-se melhor performance no ganho médio diário. A taxa de lotação do marandu é compensada pelo ganho de peso da ipyporã”, analisa Valéria Pacheco, especialista em manejo de pastagem.

Outro fator que justifica o aumento na demanda por sementes de forrageiras é o aumento na adoção de sistemas integrados. Vitor Del Alamo, pesquisador da Embrapa Produtos e Mercado (DF), considera que a forrageira inserida como cultura nesses sistemas, usada tanto na produção de palha para plantio direto quanto no pastejo permite projetar um aumento na demanda para os próximos anos.

Dalízia Aguiar e Gabriel Faria  – Embrapa Gado de Corte e  Embrapa Agrossilvipastoril

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