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Suinocultura brasileira tem bons motivos para comemorar em 2019

O ano de 2019 tem sido promissor para suinocultura brasileira, já que os dados do mercado mostram forte avanço.

Isso porque tanto as exportações brasileiras de carne suína como o preço do produto no mercado doméstico seguem em alta, pelo menos até julho, o que reforça o bom momento da suinocultura brasileira.

O fato é que, em julho de 2019, as exportações brasileiras de carne suína apresentaram aumento de 29,7%, em faturamento, em relação ao mesmo período de 2018. Isso porque em julho de 2019 o Brasil exportou o equivalente a US$137,1 milhões em carne suína e em julho de 2018 o valor foi de US$105,7 milhões.

E por falar em exportação de carne suína, clique aqui e confira os dados que mostram como está distribuído o consumo de carnes no Brasil e no mundo.

Os aumentos das exportações já eram esperados pelos atores da cadeia produtiva devido ao surto de Peste Suína Africana (PSA) que ocorreu na China, maior produtor e consumidor mundial de carne suína. Aliás, clique aqui e entenda melhor as consequências da PSA para o Brasil.

O bom desempenho das exportações de carne suína, atrelados à demanda do mercado interno, resultaram na valorização da carcaça suína especial no atacado paulista, por exemplo. A alta no preço da carne suína no atacado foi de 30,8% entre janeiro e julho de 2019. Isso porque o preço médio da carcaça suína especial, segundo indicador Cepea, em janeiro foi de R$6,06/kg e em julho de 2019 de R$7,93/kg.

Além dos números do mercado em alta na parcial de 2019, os cenários para a suinocultura brasileira apresentam-se favoráveis para o segundo semestre de 2019.

Entretanto, é necessário que os produtores tenham cautela e busquem o equilíbrio na relação exportação e abastecimento do mercado interno, uma vez que, existem fatores limitantes na exportação brasileira para a China, como por exemplo a necessidade de habilitação de novas plantas frigoríficas e até mesmo a disponibilidade de animais.

Diante do exposto, para garantir margens de lucratividade maiores, os produtores devem conhecer o próprio custo de produção, fator essencial neste momento em que a suinocultura brasileira apresenta-se em alta, e que pode contribuir em sua tomada de decisão, aumentando seu poder de barganha frente aos consumidores. Além disso, vale frisar a necessidade de produtores, técnicos e demais atores da cadeia estarem atentos às questões sanitárias das granjas e aos cuidados com a biosseguridade de seus plantéis.

O Farmnews apresenta os dados de produção dos principais países produtores de carne suína entre 2017 e a estimativa para 2019. Afinal, como evoluíram os dados de produção dos maiores produtores mundiais de carne suína nos últimos anos? Clique aqui e confira!

Laya Kannan S. Alves é Zootecnista pela Universidade Federal de Uberlândia e mestranda no Departamento de Nutrição e Produção Animal da FMVZ-USP. Membro dos Laboratórios de Pesquisa em Suínos e Análises Socioeconômicas e Ciência Animal, onde desenvolve projeto sobre custos de produção na suinocultura. 

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