vacinação de bovinos

Boas práticas garantes bons resultados na vacinação de bovinos

Como sabemos, além de promover o bem-estar animal, a vacinação de bovinos minimiza os prejuízos econômicos provocados pelas doenças, como perdas na produção e reprodução.

A pesquisadora da Embrapa Gado de Corte, Vanessa Felipe de Souza, explica que é necessário associar o uso de produtos confiáveis e os cuidados na vacinação de bovinos, visando a resposta imune satisfatória.

Ela acrescenta que a maioria dos problemas relacionados à vacinação de bovinos ocorrem durante a aplicação, que resultam em lesões no local de aplicação e acidentes durante o manejo, que podem levar à redução de rendimento da carcaça pela remoção de partes impróprias para consumo durante a toalete no frigorífico.

O Farmnews destacou a suspensão da importação de carne fresca do Brasil pelos EUA em razão dos efeitos de uma vacinação de bovinos mal executada (clique aqui).

Ainda neste assunto, o Farmnews destaca uma medida importante adotada em 2017 pelo MAPA deve evitar reações à vacina contra febre aftosa. Houve pedido formal aos laboratórios que produzem a vacina contra febre aftosa para que reduzam a dose atual de 5 ml para 2 ml (clique aqui e saiba mais).

Para obter o máximo de benefícios da vacinação de bovinos é preciso seguir alguns cuidados de boas práticas.

Ao efetuar a compra das vacinas, é necessário ficar atento à procedência, à data de validade e às instruções de uso e de conservação.

A temperatura deve ser mantida entre +2ºC e +8ºC. As vacinas devem ser transportadas em caixa térmica, vedada com fita adesiva, com proporção de três partes de gelo para uma parte de frascos.

Somente os animais sadios devem ser vacinados. A vacina deve ser aplicada nos locais indicados pelos fabricantes, geralmente, na tábua do pescoço (intramuscular) ou embaixo da pele (subcutânea).

É bom lembrar que a seringa – ou pistola – e o frasco em uso devem ser mantidos dentro da caixa de isopor enquanto a vacina não estiver sendo aplicada, assim como todos os equipamentos devem ser mantidos em local limpo no decorrer dos trabalhos.

A pesquisadora destaca que a questão da higiene é fundamental na hora da vacinação e recomenda a desinfecção de agulhas e pistolas, por fervura em água, durante pelo menos 15 minutos. “Além disso, durante a vacinação, deve ser feita a troca de agulha, por exemplo, a cada dez animais ou recarga da pistola.

A introdução repetida de agulhas já utilizadas no frasco predispõe a contaminação do produto e pode provocar abscessos nos animais. Ao final da vacinação, seringas e pistolas devem ser guardadas depois de lavadas, desinfetadas e secas”, explica.

Ela lembra que é recomendado que os animais sejam contidos individualmente no tronco para a aplicação da vacina, pois isso diminui o risco de quebra de agulhas, refluxo do produto, perda de doses e acidentes com trabalhadores e animais. “A vacinação deve ser feita, preferencialmente, nos períodos mais frescos do dia, com tranquilidade, sem correrias e barulhos excessivos, a fim de evitar estresses desnecessários”, complementa.

Animais doentes ou submetidos a atividades desgastantes, como longas caminhadas ou viagens, não devem ser vacinados.

Nunca devem ser utilizadas agulhas sujas, enferrujadas ou com pontas rombudas. Após a primeira vacinação contra alguma doença é preciso aplicar uma segunda dose, aproximadamente 4 semanas depois ou a critério do médico veterinário (exceto para vacinação contra brucelose, em que uma única dose é indicada para fêmeas de três a oito meses de idade).

O procedimento é importante para alcançar os níveis desejados de proteção, pois em muitos casos a resposta a uma única dose pode ser baixa e de curta duração, principalmente quando ainda existe a presença de anticorpos maternos.

Dependendo da doença, o intervalo para os reforços vacinais pode variar, por isso é importante o acompanhamento por um médico veterinário, que irá orientar sobre quais vacinas são indicadas em cada caso específico, assim como o período mais adequado para aplicação, a fim de evitar os prejuízos causados pela ocorrência de doenças que podem ser prevenidas pela vacinação.

Adaptado de Kadijah Suleiman, Embrapa Gado de Corte.

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