café brasileiro

E o café brasileiro está sendo valorizado internacionalmente?

O Instituto de Economia Agrícola faz uma análise do café brasileiro em relação ao mercado mundial do grão.

E a questão é a seguinte: será que o café brasileiro é, de fato, valorizado lá fora?

Entre os anos de 1970 a 1999, o consumo mundial de cafés saltou de 1,3%  ao ano (a.a.) para 1,8% a.a. Esse ritmo de crescimento era similar ao crescimento da população mundial.

Contudo, a partir dos anos 2000 a taxa de crescimento do consumo evolui para 2,5% a.a. e, na década seguinte (2010-2017), ainda que exiba ligeiro arrefecimento, o consumo se expande a taxa de 2,3% a.a.

O consumo de café ao redor do mundo é crescente. E nesse aspecto, vale destacar o aumento da demanda por países asiáticos, especialmente a China. Clique aqui e saiba mais!

Considerando o atual dinamismo para o consumo global de café, torna-se possível estabelecer cenários para o desempenho da demanda para a próxima década. E o cenário mais provável é de que o crescimento anual da demanda seja de 2,0%. Com isso, a quantidade de café necessária para manter o suprimento mundial, em 2030, seria da ordem de mais de 205 milhões de sacas, podendo atingir 219 milhões de sacas se o cenário considerado for o otimista.

O Foodnews destacou que o consumo mundial de café deve ser recorde histórico em 2017! Clique aqui!

Essas projeções sinalizam como será o futuro para o café brasileiro e, especialmente, posicionam para os desafios que esse segmento terá pela frente em território nacional, como de ampliar as iniciativas no incremento da produção e da produtividade e a indústria inovando na tecnologia.

As informações revelam um futuro promissor para agronegócio do café no mundo. O Brasil, enquanto principal produtor, exportador e segundo maior consumidor, deveria assumir protagonismo nesse mercado.

Pois é, mas analisando os dados do comércio global de café por parte do Brasil, vemos que nos últimos dez anos, os resultados obtidos seguem na contramão da tendência de crescimento.

Entre os anos de 2008 a 2017, o ritmo de incremento dos embarques brasileiros (considerando todos os segmentos) foi de apenas 1,1% a.a. Mesmo tomando-se aquele de melhor desempenho (as exportações de arábica), a taxa de crescimento foi de 1,4% a.a., ou seja, 0,6% a.a., abaixo da média mundial.

Sendo o Brasil o principal player do mercado e tendo incrementado tão pouco seus negócios internacionais em café, certamente o País perdeu espaço para seus concorrentes.

A essa altura surgem questionamentos. O que será que esses países líderes atuais no avanço do comércio internacional de café, com muito menos história na lavoura, com pior tecnologia e menor conhecimento comercial e industrial, têm de melhor que o Brasil? Onde é que residem tais competências que por aqui não se vislumbram?

Para atender ao ritmo de aumento do consumo dos países exportadores, melhor se prepararam a Indonésia e o Vietnã que o Brasil.

Em 2017, a participação do café brasileiro (todos os tipos) no comércio mundial de café foi de apenas 25%!

Para acessar o estudo e os dados completos do mercado de café brasileiro do IEA, clique aqui!

Adaptado do IEA

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Zootecnista, editor do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!