Ágio do preço futuro do boi gordo cai, indicando maior alta no físico

Ivan Formigoni
Farmnews

O ágio do preço futuro do boi gordo segue caindo em outubro, confirmando a maior alta no preço da arroba no físico.

A referência do mercado futuro do boi gordo, o indicador Datagro segue renovando a máxima e, acumulando alta maior que os contratos futuros negociados na B3.

A diferença entre o preço esperado do boi gordo para outubro de 2026 e o valor da arroba no mercado físico caiu para cerca de R$10,0 por arroba em outubro (8), o menor valor desde agosto (primeira Figura).

Como temos destacado no Farmnews, o mercado futuro do boi gordo antecipou o movimento de alta que, vem se confirmando no físico.

A Figura ilustra a evolução diária da diferença entre o preço esperado do boi gordo para outubro de 2026 (B3, valor de ajuste) e o mercado físico (Datagro), em Reais por arroba.

ágio do preço futuro do boi
Fonte: Dados da B3 e Datagro (elaborado por Farmnews)

O ágio do preço futuro do boi gordo para outubro de 2026 caiu sensivelmente nos primeiros dias de outubro. E essa queda não aconteceu devido à queda no valor esperado da arroba, mas devido a maior alta do físico em relação ao futuro (segunda Figura).

Vale destacar que entre o final de setembro, o indicador Datagro passou de R$365,4 por arroba para R$378,3 por arroba em outubro (8), alta de 3,5%.

No mesmo intervalo de tempo o contrato que vence em outubro de 2026 subiu 0,9%, cotado a R$388,5 por arroba.

A Figura apresenta a evolução diária do preço nominal do boi gordo (Datagro) e futuro para outubro de 2026 (B3, valor de ajuste), em Reais por arroba.

ágio do preço futuro do boi
Fonte: Dados da B3 e Datagro (elaborado por Farmnews)

Saiba também que a exportação de bovinos vivos do Brasil no acumulado de 2026, até setembro, foi quase o dobro do praticado no mesmo período de 2025.

A exportação de bovinos vivos do Brasil em setembro de 2026 somou o equivalente a US$182,66 milhões, o patamar mais alto para o período do ano e, mais de US$20,00 milhões acima do recorde anterior, de 2025.

Vale lembrar que em setembro de 2026 a exportação de carne bovina do Brasil caiu quase 40,0% frente ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pela queda nas vendas para a China.

A venda de carne bovina do Brasil para a China caiu quase 95,0% em setembro de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior, alcançando inclusive o menor patamar para o período ao longo da série iniciada em 2016.

A China importou 10,88 mil toneladas métricas de carne bovina in natura do Brasil em setembro de 2026, valor 94,2% abaixo do recorde anterior, justamente de 2025 (187,23 mil toneladas métricas).

A queda na venda de carne bovina do Brasil para a China era esperada, mas por outro lado, o preço do produto brasileiro foi o segundo maior para o período do ano, atrás apenas de 2022.

E enquanto a importação de carne bovina do Brasil pela China caiu em setembro, a venda para os EUA renovou a máxima histórica em setembro de 2026.

O fato é que, apesar da queda nas vendas em setembro, os EUA renovaram a máxima de importação de carne bovina do Brasil em setembro de 2026.

A importação de carne bovina do Brasil para os EUA renovou a máxima histórica em setembro de 2026, alcançando 44,44 mil toneladas métricas.

Em setembro de 2026 os EUA compraram 44,44 mil toneladas métricas de carne bovina in natura do Brasil, superando o recorde anterior de abril de 2025 quando os embarques somaram 44,13 mil toneladas métricas.

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Zootecnista, fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!