O preço futuro do milho caiu mais que o físico no início de outubro, sinalizando uma menor perspectiva de valorização especialmente para 2027.
O preço do milho (Cepea) recuou no mercado físico entre 2 e 9 de outubro de 2026.
Na B3, os contratos futuros também caíram, mas em ritmo ainda mais intenso na comparação entre 2 e 9 de outubro
O indicador do milho (Cepea) passou de R$68,5 por saca, em outubro (2), para R$67,4 por saca, em outubro (9).
A queda no período foi de R$1,1 por saca ou de 1,9%.
O preço futuro do milho (B3) também recou, mas a queda no valor esperado do grão foi sensivelmente maior na parcial de outubro (Tabela).
Na B3, o contrato de milho com vencimento em novembro de 2026 apresentou ajuste de R$71,67 por saca, em outubro (2), e encerrou outubro (9) em R$68,7 por saca.
A queda foi de R$3,0 por saca ou de 4,1% para o vencimento.
O vencimento de janeiro de 2027 passou de R$76,3 para R$72,9 por saca, recuo de R$3,4 por saca, ou 4,4%.
A Tabela apresenta os dados do preço do milho (Cepea) e da expectativa para os contratos futuros (B3, valor de ajuste), em Reais por saca, entre os dias 2 e 9 de outubro.

O fato é que o preço futuro do milho, embora precifique alta frente ao físico, caíram de modo expressivo na parcial de outubro.
Apesar da queda mais intensa na B3, os contratos futuros permaneceram acima da referência do mercado físico em outubro (9).
O contrato para novembro, ajustado a R$68,7 por saca, apresentava prêmio de R$1,4 por saca sobre o Cepea ou aproximadamente 2,0% acima do físico em outubro (9).
Para janeiro de 2027, a diferença era de R$5,6 por saca, ou cerca de 8,3%.
O que o comportamento dos preços futuros sinaliza?
A queda dos contratos futuros mostra que o mercado reduziu a expectativa de preços para os próximos vencimentos. Vale destacar que, no início de setembro, o contrato de novembro chegou a precificar valores acima de R$78,0 por saca. Em outubro (9), o ajuste estava em R$68,7.
Ou seja, além da queda observada no começo de outubro, houve uma redução expressiva na expectativa de preço para novembro ao longo das últimas semanas.
Esse movimento esteve relacionado, também, à maior disponibilidade de milho da segunda safra, demanda mais cautelosa no mercado interno e ritmo menos intenso das exportações.
Mercado futuro caiu mais que o físico
A comparação entre os mercados mostra uma diferença importante de comportamento.
Enquanto o milho CEPEA caiu 1,9% entre setembro (30) e outubro (9), o contrato de novembro recuou 4,1% entre outubro (2) e outubro (9). Nos vencimentos de janeiro e março, as quedas também foram superiores à observada no mercado físico.
Isso indica que a B3 ajustou para baixo as expectativas para os próximos meses em ritmo mais intenso que o mercado à vista.
E mudando de assunto, a importação de fertilizantes pelo Brasil voltou a cair em setembro e as compras na parcial de 2026 alcançou o menor patamar desde 2020.
O Brasil importou 3,10 milhões de toneladas de fertilizantes em setembro de 2026, valor 28,3% abaixo do que foi praticado em setembro de 2025.
A maior quantidade de compra em um mês de setembro aconteceu em 2024, quando o País importou 4,64 milhões de toneladas em matérias-primas (primeira Tabela).
A compra de fertilizantes pelo Brasil em 2026 foi o menor para um mês de setembro em uma série iniciada em 2018 e isso segue chamando a atenção!
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