O estoque mundial de milho para a safra 2026/27 foi revisado para cima pelo USDA em outubro.
O USDA apresentou, em outubro de 2026, nova revisão dos dados esperados da oferta e demanda mundial de milho, além do estoque final do grão para 2026/27 e o Farmnews comparou esses valores com as safras anteriores.
A previsão de produção do USDA para a safra 2026/27 apresentou alta na revisão de outubro, de 0,2% frente a estimativa anterior e, com perspectiva de alcançar 1,29 bilhão de toneladas, valor quase 3,0% abaixo da expectativa para a safra 2025/26, como mostram os dados da primeira Tabela abaixo.
A Tabela apresenta os dados de produção mundial de milho e por país produtor, em milhões de toneladas, segundo dados do USDA, revisados em outubro de 2026.

A produção mundial de milho na safra 2026/27 deve cair após o recorde histórico de 2025/26, como temos destacado no Farmnews.
Vale observar que a estimativa de setembro apresentou leve alta principalmente devido a perspectiva de alta na produção dos EUA, maior produtor mundial (Tabela acima).
No Brasil, a perspectiva do USDA de setembro de 2026 é que a safra 2026/27 alcance 139,00 milhões de toneladas, valor estável frente a revisão anterior, assim como aconteceu para os principais países produtores (com exceção dos EUA e a UE).
É importante observar também (segunda Tabela) que a perspectiva da demanda ficou estável na revisão de outubro, ao contrário da produção, pressionando para cima o estoque mundial de milho.
O USDA apresentou queda na demanda esperada de milho nos países da UE e México entre os principais consumidores, enquanto no Brasil a perspectiva ficou estável. Nos EUA a demanda de milho foi revisada para cima em outubro de 2026.
A Tabela apresenta os dados da demanda mundial de milho e por país produtor, em milhões de toneladas, segundo dados do USDA, revisados em outubro de 2026.

O estoque mundial de milho foi revisado para cima em outubro de 2026, com expectativa de alcançar, na safra 2026/27, 280,44 milhões de toneladas, valor 3,1% abaixo da estimativa anterior, de setembro (272,10 milhões de toneladas), mas 8,7% abaixo da safra anterior (307,16 milhões de toneladas).
No Brasil, o estoque final de milho ficou estável, embora com expectativa de queda de 28,4% em 2026/27, frente a safra anterior e, alcançar 10,60 milhões de toneladas.
A Tabela apresenta os dados de estoque final de milho no mundo e por país, em milhões de toneladas, segundo dados do USDA, revisados em outubro de 2026.

O aumento da expectativa do estoque mundial de milho tem contribuído para pressionar o preço do grão no Brasil em outubro.
O preço do milho recuou no mercado físico e futuro na primeira metade de outubro de 2026, diminuindo a expectativa de alta do grão.
O movimento indica que a pressão sobre o preço do milho se intensificou ao longo de outubro, inclusive com o valor diário voltando a ficar abaixo do valor praticado no mesmo período de 2024 e em patamares próximos de 2025, em valor nominal.
Vale destacar também que o preço da soja recuou em outubro, após encerrar setembro próximo da máxima do ano. Apesar da queda, o valor do grão acumula alta m 2026.
E mudando de assunto, a importação de fertilizantes pelo Brasil voltou a cair em setembro e as compras na parcial de 2026 alcançou o menor patamar desde 2020.
O Brasil importou 3,10 milhões de toneladas de fertilizantes em setembro de 2026, valor 28,3% abaixo do que foi praticado em setembro de 2025.
A maior quantidade de compra em um mês de setembro aconteceu em 2024, quando o País importou 4,64 milhões de toneladas em matérias-primas (primeira Tabela).
A compra de fertilizantes pelo Brasil em 2026 foi o menor para um mês de setembro em uma série iniciada em 2018 e isso segue chamando a atenção!
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