Exportação de carne bovina: primeira parcial de outubro de 2026

Ivan Formigoni
Farmnews

Os dados da exportação de carne bovina do Brasil iniciaram outubro com média diária de embarque quase 40,0% abaixo de 2025.

Isso porque nos primeiros 7 dias úteis de outubro de 2026, a média diária de embarque de carne bovina in natura do Brasil foi de 8,76 mil toneladas métricas, valor quase 40,0% abaixo da média diária observada em outubro de 2025 (14,56 mil toneladas métricas).

Vale lembrar que em setembro de 2026 a exportação de carne bovina do Brasil caiu forte frente ao mesmo período de 2025, impulsionada pela queda nas vendas para a China, como esperado.

A venda de carne bovina in natura do Brasil para o mercado internacional em setembro de 2026 somou 195,19 mil toneladas métricas, valor 38,0% abaixo do praticado em setembro de 2025 (314,69 mil toneladas) e no menor patamar em um mês de setembro desde 2023.

A queda foi impulsionada pela menor venda para a China, como esperado, devido ao limite de cota de exportação para o país asiático (clique aqui).

A China importou 10,88 mil toneladas métricas de carne bovina in natura do Brasil em setembro de 2026, valor 94,2% abaixo do recorde anterior, justamente de 2025 (187,23 mil toneladas métricas).

No entanto, a importação de carne bovina do Brasil pelos EUA renovou a máxima histórica em setembro de 2026.

Em setembro de 2026 os EUA compraram 44,44 mil toneladas métricas de carne bovina in natura do Brasil, superando o recorde anterior de abril de 2025 quando os embarques somaram 44,13 mil toneladas métricas.).

Pois é, mas enquanto a venda para a China, nosso maior importador de carne bovina despencou em agosto, como esperado, o ritmo de embarque para os EUA renovou a máxima.

Mas voltando a parcial de outubro de 2026, os embarques de carne bovina do Brasil somaram, em valor absoluto, 61,32 mil toneladas métricas nos 7 primeiros dias úteis do mês, valor muito distante do que foi observado em outubro de 2025, quando os embarques somaram 320,53 mil toneladas métricas.

Mas enquanto os embarques de carne bovina caem no Brasil, como esperado devido a cota chinesa, o preço do produto brasileiro no mercado internacional segue valorizado.

O preço médio parcial de outubro de 2026 foi de US$6,16 por kg, o maior patamar para o período do ano, mas pouco abaixo do valor praticado no mês anterior (US$6,28 por kg).

Saiba também que o preço do boi gordo subiu mais que o valor do bezerro, avaliado em Reais por cabeça, nos primeiros dias de outubro.

O preço do boi gordo (Cepea) passou de R$369,9 por arroba, em outubro (2), para R$377,8 por arroba, em outubro (9).

A alta no período foi de R$7,9 por arroba, ou de 2,1%.

O preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), por sua vez, passou de R$3.456,8 por cabeça para R$3.481,3 por cabeça na mesma comparação.

A valorização foi de R$24,5 por cabeça, equivalente a 0,7%.

Embora os dois indicadores tenham subido na parcial de outubro, o preço do boi gordo avançou em ritmo três vezes maior que o do bezerro, em termos percentuais.

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Zootecnista, fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!