O número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo voltou a cair no início de março, após acumular 6 semanas consecutivas de alta.
Com o encerramento dos negócios para o contrato de fevereiro, o aumento das posições em aberto para os demais vencimentos não foi suficiente, pelo menos por enquanto, para compensar a queda nas posições em aberto no mercado futuro do boi gordo na B3.
No entanto, a perda nas posições em aberto no mercado futuro do boi gordo foi relativamente pequena, como mostram os dados da primeira Figura, mesmo diante da volatilidade que dominou os negócios ao longo da primeira semana de março (clique aqui) e do receio com os desdobramentos e o período que o conflito no Oriente Médio pode durar (clique aqui).
A Figura apresenta os dados do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3) entre outubro (16) e março (5).

No início de março (5), as posições em aberto no mercado futuro do boi gordo somaram 54.719, valor quase 3,0 mil contratos abaixo do que foi observado na última semana de fevereiro (Figura acima), mas ainda muito acima dos patamares alcançados nos meses anteriores.
Isso mostra que a procura pelo contrato futuro do boi gordo segue aquecida pelo investidor, mesmo diante do aumento da volatilidade.
O número de contratos em aberto para março ficou praticamente estável em março (5) frente a semana anterior (fevereiro), apesar da forte queda no preço esperado do boi gordo para o vencimento. O valor esperado para março foi cotado, no final de fevereiro, a R$354,3 por arroba, enquanto em março (5) o valor caiu para R$343,5 por arroba. E mesmo diante da forte queda de preço, as posições em aberto para o vencimento caíram pouco, apenas 357 contratos, como destacam os dados apresentados na Figuras a seguir.
A Figura apresenta dados do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3) para vencimento em março e abril de 2026, entre o início de outubro e a parcial de março (5).

Vale observar também o aumento das posições em aberto para os vencimentos em maio e outubro de 2026 (terceira Figura). A procura pelos contratos de maio e outubro seguem cada vez mais aquecida.
O preço da arroba do bezerro segue em alta e já alcança patamares recordes não apenas para o período do ano, mas de toda a série histórica no início de março (clique aqui).
O preço do boi gordo, ao contrário do bezerro, iniciou o mês de março mais pressionado para baixo devido principalmente as incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio.
Embora o mercado apresente fundamentos sólidos de alta em 2026 (clique aqui), o mercado do boi gordo é mais volátil e sofre maior influência das especulações internacionais. Um dos receios é que o conflito com o Irã se estenda e, além de comprometer a logística, reflita no aumento da inflação e da consequente queda no poder de compra, tanto no mercado interno como externo.
A Figura ilustra a evolução do número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo (B3) para vencimento de maio e outubro de 2026, entre o novembro e a parcial de março (5).

Mas mesmo diante da insegurança com o futuro, a exportação de carne bovina in natura do Brasil pela primeira vez em um mês de fevereiro superou o patamar de US$1,0 bilhão, valor mais de 40,0% acima do recorde anterior para o período do ano, de 2025. Clique aqui e confira os dados para os meses de fevereiro, entre 2015 e 2026.
A China embarcou 103,55 mil toneladas métricas de carne bovina in natura do Brasil em fevereiro de 2026, valor 11,9% acima do valor praticado em fevereiro de 2025 (92,57 mil toneladas), novo patamar para o período do ano.
A importação de carne bovina do Brasil pela China e EUA renovou a máxima para um mês de fevereiro, em 2026.
Pois é, os principais importadores de carne bovina do Brasil aumentaram o ritmo de compra no mês de fevereiro quando comparado ao mesmo período dos anos anteriores, com destaque ao aumento das vendas para os EUA. Clique aqui e confira!
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