O Farmnews atualizou os dados da variação acumulada do preço do bezerro, boi gordo, dólar e do indicador de inflação (IGP-M) ao longo de 2025 e desde 2020.
Afinal, como se comportou, ao longo dos últimos 12 meses, ou seja, entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025 e também desde 2020, o preço de bezerro e do boi gordo comparado ao indicador de inflação, medido pelo IGP-M e o dólar?
O fato é que o indicador de inflação (IGP-M) voltou a cair em dezembro de 2025, com perda de 0,01% frente a novembro. Nos últimos 12 meses o IGP-M acumulou queda de 1,0%.
O Farmnews também comparou o preço médio anual do boi gordo, bezerro, milho e soja em 2025 frente aos anos anteriores, em moeda nacional (clique aqui) e em dólares (clique aqui).
A Figura a seguir ilustra a evolução da variação acumulada do preço médio mensal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), boi gordo (Cepea), dólar e do indicador de inflação, IGP-M, entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025.

Entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025 o preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) acumulou alta de 92,2%, acima do boi gordo (Cepea), de 65,9% e o indicador de inflação, medido pelo IGP-M que subiu 55,4% no mesmo período. O dólar foi o que acumulou a menor alta, de 31,4%.
O preço do boi gordo e a inflação medida pelo IGP-M acumularam alta relativamente próxima considerando o período entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025 (Figura acima), ao contrário da categoria de reposição que se mantém descolado, para cima e, com perspectiva de continuidade do movimento de valorização, como temos destacado no Farmnews.
O Farmnews inclusive avaliou o comportamento de preço do bezerro em 2025 comparado aos anos anteriores e uma perspectiva para 2026. Clique aqui e confira!
É importante destacar também que esse descolamento do preço do boi gordo e do bezerro em 2025 (segunda Figura) tem diminuído o poder de compra do pecuarista que depende da reposição do rebanho no mercado, inclusive com o valor novamente próximo da mínima histórica (clique aqui). Aliás, o preço do bezerro acumulou forte alta ao longo dos últimos 12 meses, próxima de 15,0%, enquanto no mesmo intervalo de tempo, ou seja, entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025 tanto o boi gordo como o IGP-M acumularam leve baixa. O dólar por outro lado caiu mais de 10,0% no período.
A Figura a seguir ilustra a evolução da variação acumulada do preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), boi gordo (Cepea), dólar e do indicador de inflação, IGP-M, entre os meses de dezembro, de 2024 e 2025.

Nos últimos 12 meses, entre dezembro de 2024 e 2025, o preço do boi gordo (Cepea) caiu 0,6%, ou seja, uma leve queda frente ao valor médio nominal observado no final de 2024, enquanto no mesmo intervalo de tempo o bezerro subiu 14,7%. O IGP-M e o dólar caíram, respectivamente, 1,0% e 10,5%.
A expectativa é que o preço do bezerro mantenha em alta ao longo de 2026, assim como o valor do animal pronto para o abate. No entanto, a decisão chinesa de criar cota de importação de carne bovina e respectiva tarifa adicional de 55,0% ao que exceder esse limite pode influenciar o comportamento de preço, ainda mais diante das incertezas no curto prazo.
A tarifa de importação de carne bovina pela China deve incidir sobre um total em torno de 600 mil toneladas, o que representaria algo perto de US$2,90 bilhões em para o Brasil apenas em 2026.
De acordo com a decisão, em 2026, o Brasil poderá exportar para a China, sem a cobrança de tarifa adicional de 55,0%, 1,106 milhão de toneladas em carne bovina. Em 2027 e 2028 esse valor subiria um pouco, para 1,128 e 1,154 milhão de toneladas respectivamente, mas ainda muito longe do que o país asiático importou do Brasil em 2024 e 2025, por exemplo.
O fato é que considerando os valores médios mensais de embarque de carne bovina do Brasil, a cota de 1,106 milhão de toneladas deve ser alcançada ao longo da segunda metade de 2026, o que permite ao governo negociar condições mais favoráveis ao País. Clique aqui e saiba mais!
O Farmnews também discutiu para o fato da decisão, embora muito negativa, deve ser avaliada com cautela, pois além da demanda anual por importação de carne bovina pelo país asiático girar em torno de 4,00 milhões de toneladas em equivalente carcaça ao ano, a demanda chinesa cresce mais que a capacidade de produção. Restringir a oferta do Brasil pode pressionar a inflação por lá e contribuir nas negociações de, ao menos, aumentar o limite de cota do Brasil.
O Farmnews também comparou o preço do boi gordo, frango congelado no atacado e do suíno ao longo de 2025 e também o valor médio anual desde 2018. Clique aqui e confira!
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