Preço do boi gordo no físico e futuro na máxima, mas prêmio recua em outubro

Ivan Formigoni
Farmnews

O preço do boi gordo no físico subiu mais que o futuro em outubro, diminuindo o prêmio para os contratos em aberto na B3.

Entre o final de setembro e outubro (13), o preço do boi gordo no mercado físico avançou mais que o contrato futuro com vencimento em outubro de 2026. Com isso, o prêmio do contrato em relação à referência Datagro diminuiu.

Apesar da redução do prêmio, os preços dos contratos futuros renovaram as máximas no período, reforçando a firmeza das expectativas para o mercado do boi gordo.

No dia 30 de setembro, o preço do boi gordo (Datagro) foi cotado a R$365,4 por arroba. Em 13 de outubro, o preço alcançou R$378,3, alta de 3,5%, equivalente a uma valorização de R$12,9 por arroba.

No mesmo intervalo, o contrato futuro com vencimento em outubro de 2026 passou de aproximadamente R$383,1 para R$389,5 por arroba, alta de 1,7%. Embora tenha subido menos que o mercado físico, o contrato alcançou novo nível máximo no período analisado.

Prêmio dos contratos futuros diminui em outubro

No final de setembro, o contrato com vencimento em outubro de 2026 apresentava diferença de R$17,7 por arroba em relação ao boi gordo Datagro, equivalente a um prêmio de 4,8%.

Em outubro (13), o contrato futuro foi ajustado a R$389,5, enquanto o boi gordo (Datagro) ficou em R$378,3. A diferença caiu para R$11,2 por arroba, equivalente a um prêmio de 3,0%.

Entre o final de setembro e outubro (13), o prêmio do contrato de outubro recuou R$6,5 por arroba, ou 1,8 ponto percentual, o que é esperado para um contrato no mês de vencimento.

Curva futura segue acima do mercado físico

No final de setembro, o contrato com vencimento em outubro de 2026 apresentava diferença de R$17,7 por arroba em relação ao boi gordo Datagro, equivalente a um prêmio de 4,8%.

Em outubro (13), o contrato futuro foi ajustado a R$389,5, enquanto o boi gordo Datagro ficou em R$378,3. A diferença caiu para R$11,2 por arroba, equivalente a um prêmio de 3,0%.

Entre o final de setembro e outubro (13), o prêmio recuou R$6,5 por arroba, ou 1,8 ponto percentual.

O recuo do prêmio ocorreu porque o mercado físico se valorizou mais que o contrato futuro. Isso, contudo, não representa enfraquecimento dos contratos, já que os vencimentos futuros continuaram avançando e renovaram as máximas de preço.

Curva futura segue acima do mercado físico

Apesar da redução do prêmio do vencimento de outubro de 2026, os principais contratos negociados em outubro (13) permaneciam acima do preço físico Datagro.

O contrato com vencimento em novembro de 2026 foi ajustado a R$397,8 por arroba, diferença de R$19,5 em relação ao mercado físico e prêmio de 5,2%.

O vencimento de dezembro de 2026 foi ajustado a R$395,7 por arroba, com prêmio de R$17,4, ou 4,6% sobre o mercado físico.

Para janeiro de 2027, o contrato teve ajuste de R$394,8 por arroba, representando prêmio de R$16,5, ou 4,4%.

O vencimento de fevereiro de 2027 foi ajustado a R$394,7 por arroba, enquanto o contrato com vencimento em março de 2027 ficou em R$394,3. Os prêmios foram de aproximadamente R$16,4 e R$16,0 por arroba, respectivamente.

Assim, mesmo com a redução do prêmio do contrato mais próximo, a curva futura permaneceu valorizada e os contratos renovaram as máximas observadas no período, indicando sustentação das expectativas para os preços do boi gordo (Figura).

A Figura apresenta os dados do preço do boi gordo (Datagro) e dos contratos futuros em aberto na B3 (valor de ajuste), entre outubro de 2026 e maio de 2027, em Reais por arroba, em outubro (13).

preço do boi gordo
Fonte: Dados da B3 e Datagro (elaborado por Farmnews)

Vale observar que a queda do prêmio não deve ser interpretada como perda de força do mercado futuro.

Os valores dos contratos futuros renovaram as máximas, mantendo-se acima do mercado físico e reforçando um cenário de preços firmes para os próximos vencimentos.

O mercado futuro antecipou a alta no mercado físico que, vem sendo confirmada no mercado futuro e, nessa fase, a maior alta no mercado físico é esperada.

Veja também que o ágio da arroba do bezerro em relação à arroba do boi gordo recuou entre o final de setembro e outubro (13), mas permanece acima de 2025.

No final de setembro, em setembro (30), a arroba do boi gordo (Cepea) estava em R$364,3, enquanto a arroba do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) alcançava R$517,7. A diferença era de R$153,4 por arroba, equivalente a um ágio de 42,1% para o bezerro.

Em outubro (13), a arroba do boi gordo subiu para R$378,0, enquanto a arroba do bezerro avançou para R$533,5. A diferença aumentou para R$155,5 por arroba, mas o ágio recuou para 41,1%, devido à alta proporcionalmente maior do boi gordo.

Os dados da exportação de carne bovina do Brasil iniciaram outubro com média diária de embarque quase 40,0% abaixo de 2025.

Isso porque nos primeiros 7 dias úteis de outubro de 2026, a média diária de embarque de carne bovina in natura do Brasil foi de 8,76 mil toneladas métricas, valor quase 40,0% abaixo da média diária observada em outubro de 2025 (14,56 mil toneladas métricas).

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Zootecnista, fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!