O preço futuro da soja passou a ser mais pressionado em março, após período de recuperação no início do mês.
A valorização do Real frente ao dólar no início de março contribuiu para impulsionar o preço da soja no mercado físico (clique aqui) e futuro (clique aqui). Vale lembrar que no início de março, os contratos futuros da soja para todos os vencimentos em aberto entre maio de 2026 e maio de 2027 precificavam alta em relação ao valor atual do grão no mercado físico. Esse cenário mudou no início da segunda metade de março, como mostram os dados da primeira Figura.
A Figura apresenta os dados do preço da soja no físico (Cepea, Paranaguá-PR) e futuro (B3-CME) para os vencimentos de 2026 e a primeira metade de 2027, em dólares por saca, em março (16).

Apesar dos contratos futuros da soja precificarem alta para os vencimentos mais próximos, até agosto de 2026, a perspectiva de valorização diminuiu frente ao que era esperado no início de março. A expectativa, especialmente a partir de setembro de 2026 é de uma maior estabilidade de preço, em torno de US$25,0 por saca, muito próximo do valor do grão em março (16).
O preço da soja no mercado físico (Cepea, Paranaguá-PR) voltou a cair no início da segunda quinzena de março (segunda Figura), embora acumule alta na parcial do mês (frente ao valor que encerrou fevereiro). No ano, por outro lado, o preço do grão, em relação ao último preço praticado em 2025, acumula queda de 8,3%.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal da soja (Cepea, Paranaguá-PR), em Reais por saca, desde 2024.

Por outro lado, embora o Real esteja mais valorizado na parcial de março, cotado a R$5,22, o câmbio tem oscilado mais desde o conflito no Oriente Médio e influenciado as cotações da soja em moeda americana que, na parcial do mês subiram menos que o valor avaliado em moeda nacional. Vale lembrar que entre o final de fevereiro e a parcial de março (16) o preço em Reais da soja (Cepea, Paranaguá-PR) subiu 2,0%, enquanto em moeda americana, no mesmo intervalo de tempo, subiu menos, apenas 0,2%.
Aliás, o preço em dólares da soja, embora acima dos valores praticados no mesmo período de 2025, voltou a se aproximar dos patamares observados em 2024 (terceira Figura).
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal da soja (Cepea, Paranaguá-PR), em dólares por saca, desde 2024.

A queda na cotação da soja em dólares tem contribuído para pressionar, para baixo, o preço futuro da soja, embora a perspectiva seja de relativa estabilidade para os vencimentos até maio de 2027.
O preço em dólares da soja na parcial de março de 2026 (até o dia 16) de US$24,8 por saca segue pouco acima da média nominal do mês anterior (US$24,3) e acima do valor praticado em março de 2025 (US$23,3), como mostram os dados da quarta Figura a seguir.
A Figura apresenta os dados médios do preço nominal da soja (Cepea, Paranaguá-PR), em dólares por saca, entre janeiro de 2020 e a parcial de março de 2026 (até o dia 16).

Veja também que a exportação de soja do Brasil na parcial até a segunda semana de março de 2026 caiu frente a março de 2025. Isso porque a média diária de embarque de soja nos primeiros 10 dias de março de 2026 de 650,73 mil toneladas ficou 15,6% abaixo da média de embarque observada em março de 2025 (771,46 mil toneladas).
Nesse contexto de queda na exportação de soja do Brasil na parcial de março de 2026, vale destacar a suspensão das exportações do grão do Brasil com destino a China pela Cargill. A pausa da Cargill nos embarques do Brasil para a China vai muito além de um entrave fitossanitário. O episódio revela como qualidade, armazenagem, logística, burocracia e baixa agregação de valor passaram a pesar no centro da competitividade brasileira. Clique aqui e saiba mais!
O Farmnews também comparou a variação acumulada dos preços do boi gordo, bezerro, milho e soja ao longo de 2026, até a primeira metade de março, em moeda americana (clique aqui) como em moeda nacional (clique aqui).
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