O preço futuro do boi gordo para 2026 segue na máxima ou próximo dela para todos os contratos em aberto na B3, com destaque ao vencimento de abril e maio.
O preço da referência do mercado futuro no físico (Datagro) renovou a máxima em abril (2), acima de R$360,0 por arroba (primeira Figura) e acumulando alta de 13,3% na parcial de 2026, frente ao valor que encerrou 2025 (R$318,4).
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do boi gordo (Datagro), em Reais por arroba, desde julho de 2025.

O interessante é observar também que a referência no físico voltou a acumular maior valorização no ano quando comparado ao mercado futuro, com exceção do vencimento de abril de 2016 que, entre o final de 2025 e abril (2) subiu 13,8%.
No entanto, a valorização do físico segue descolada especialmente dos contratos que vencem ao longo da segunda metade de 2026, como mostram os dados da segunda Figura.
O preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) subiu 13,3% na parcial de 2026, até abril (2), enquanto no mesmo período, a alta para o vencimento em maio e outubro de 2026 foi de 12,6% e 2,8%, nessa ordem.
A Figura ilustra a evolução diária da variação acumulada do preço do boi gordo (Datagro) e dos contratos para vencimento em maio e outubro (B3, valor de ajuste), ao longo de 2026

O mercado futuro do boi gordo, apesar de renovar a máxima para maio e seguir próximo dos patamares mais altos para os demais vencimentos, subiu menos que o físico (Tabela) entre o final de março e os primeiros dias de abril.
A Tabela apresenta os dados do preço do boi gordo no mercado físico (Datagro) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre abril e novembro de 2026, em Reais por arroba.

O preço futuro do boi gordo voltou a ficar mais estável no final de março e início de abril. O contrato para maio, cotado a R$364,0 (B3, valor de ajuste) foi o único que apresentou alta mais significativa no período, de 1,2%.
E é importante observar que essa expectativa de queda especialmente após o vencimento de maio (terceira Figura) e um mercado mais cautelo para outubro e novembro pode mudar, seja pelos fundamentos do mercado pecuário como temos discutido no Farmnews, como pelo foco de febre aftosa na China.
Pois é, a China que tem endurecido as regras sanitárias com o Brasil, identificou casos de febre aftosa no país e isso pode ser um sinal de alerta para a produção local e, claro, influenciar positivamente o Brasil com relação ao limite de cota de exportação de carne bovina, sem tarifa adicional, imposto pelo país asiático.
De acordo com a decisão, em 2026, o Brasil poderá exportar para a China, sem a cobrança de tarifa adicional de 55,0%, 1,106 milhão de toneladas em carne bovina. Em 2027 e 2028 esse valor subiria um pouco, para 1,128 e 1,154 milhão de toneladas respectivamente, mas ainda muito longe do que o país asiático importou do Brasil em 2024 e 2025, por exemplo.
E, caso, isso aconteça, ou seja, possa haver alguma flexibilização das cotas estabelecidas de exportação, sem tarifa adicional ao Brasil, o preço esperado do boi gordo para os vencimentos no final do ano pode ser muito influenciado. Vamos acompanhar!
A Figura apresenta os valores esperados do preço do boi gordo (B3, valor de ajuste) para os vencimentos entre abril e dezembro de 2026, em Reais por arroba, em abril (2).

Veja também que o número de contratos em aberto no mercado futuro do boi gordo interrompeu uma sequência de 4 semanas consecutivas de alta e voltou a cair em abril (1).
A queda era esperada devido ao encerramento do contrato com vencimento em março, o qual não foi compensado, em sua totalidade pelo aumento das posições nos demais vencimentos.
O contrato futuro do boi gordo para maio de 2026 foi o que apresentou a maior procura pelo investidor, com maior aumento do número de posições em aberto entre o final de março e início de abril.
O Farmnews também comparou os dados do preço do bezerro e do boi gordo nos meses de março, entre 2018 e 2026, avaliados tanto em moeda americana como em moeda nacional!
E vale destacar que o USDA atualizou os dados do preço da carne bovina no atacado dos EUA em março de 2026. E foi apresentado números que mostram nova disparada de preço e o valor cada vez mais próximo de renovar a máxima histórica por lá, quando no auge dos receios relacionados a COVID-19 os preços dos alimentos apresentaram forte alta.
O preço da carne bovina nos EUA em março de 2026 subiu mais de 22,0% frente ao valor nominal de março de 2025 e renovou a máxima nominal para o período pelo quinto ano consecutivo.
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