O preço futuro do milho embora precifique valorização, foi mais pressionado no início da segunda quinzena de setembro.
No mercado físico, o preço do milho (Cepea), embora permaneça abaixo de R$70,0 por saca, voltou a subir no início da segunda metade de setembro e segue descolado dos valores nominais praticados no mesmo período de 2024 e 2025 (primeira Figura).
A leve queda no preço do milho na parcial de setembro, em relação ao valor que encerrou agosto, pressionou os contratos futuros do grão que, embora precifiquem alta em relação ao físico, acumularam perdas, ainda que modestas na parcial da segunda metade do mês.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do milho (Cepea), em Reais por saca.

Apesar do preço do milho (Cepea) seguir mais pressionado em setembro (Figura acima), o valor médio mensal na parcial do mês voltou a ficar acima de R$70,0 por saca, o que não era observado desde março (segunda Figura).
O preço médio mensal do milho na parcial de setembro de 2026 subiu pelo terceiro mês consecutivo, cotado a R$70,1 por saca (média até o dia 22).
A Figura apresenta os dados do preço médio nominal do milho (Cepea), em Reais por saca, entre janeiro de 2020 e a parcial de setembro de 2026 (até o dia 22).

Na B3, o preço futuro do milho também foi mais pressionado no início da segunda metade de setembro, mas segue mantendo uma perspectiva de alta importante em relação ao físico (segunda Figura).
O preço futuro do milho para novembro de 2026, por exemplo, foi cotado a R$75,9 por saca, valor mais de R$6,0 por saca acima da referência no físico.
O contrato para março de 2027 precifica alta ainda maior no preço do milho, de quase R$12,0 por saca.
A Figura abaixo apresenta dados de preço do milho no mercado físico (Cepea) e dos contratos futuros, segundo B3, entre novembro de 2026 e setembro de 2027, em Reais por saca, no dia 22 de setembro, considerando os valores do ajuste.

Vale lembrar que o estoque mundial de milho para a safra 2026/27 foi novamente revisado para baixo pelo USDA em setembro.
E ao contrário do milho que ficou praticamente estável em setembro, o preço da soja renovou a máxima de 2026 na segunda metade de setembro e, no maior patamar desde fevereiro de 2023.
O preço da soja (Cepea, Paranaguá – PR), valor médio parcial de setembro de 2026 (segunda Figura), foi cotado acima de R$160,0 por saca, o que não acontecia desde fevereiro de 2023.
O fato é que o preço médio da soja subiu pelo quinto mês consecutivo na parcial de setembro de 2026, com valor acima de R$161,0 por saca, patamar não alcançado desde o início de 2023.
A demanda por soja brasileira segue firme e em alta no mercado internacional.
E por falar no assunto, a exportação de soja do Brasil renovou a máxima para um mês de agosto, em 2026 e também no acumulado parcial do ano foi o maior da história.
A exportação de soja do Brasil no acumulado de 2026, até agosto, somou 92,79 milhões de toneladas, o maior patamar para o período do ano, valor 7,2% acima do recorde anterior, de 2025 (86,53 milhões de toneladas).
Na parcial de setembro, no acumulado até a terceira semana do mês, os dados de venda do grão brasileiro para o mercado internacional seguem subindo.
Isso porque a média diária de venda de soja do Brasil para o exterior foi de 365,38 mil toneladas no acumulado até a terceira semana de setembro de 2026. Em setembro de 2025 a média diária foi de 333,65 mil toneladas.
O Farmnews também atualizou os dados do estoque mundial de soja para 2026/27, segundo dados do USDA de setembro.
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