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Produção e estoque mundial de soja para 2025/26: dados revisados em março

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Os dados de produção e estoque mundial de soja para a safra 2025/26 ficaram praticamente estáveis na revisão de março de 2026.

O USDA revisou, em março de 2026, os dados da produção e estoque mundial de soja para a safra 2025/26 e o Farmnews comparou os valores esperados com a estimativa anterior e também com as safras anteriores (Tabelas abaixo).

A Tabela apresenta os dados de produção mundial de soja e por país produtor, em milhões de toneladas, segundo dados do USDA, revisados em março de 2026.

A produção mundial de soja na safra 2025/26, com estimativa de alcançar 427,18 milhões de toneladas, deve ficar muito próxima do valor observado na safra anterior, de 2024/25, quando alcançou 427,19 milhões de toneladas.

O fato é que a expectativa de produção de soja entre os principais produtores mundiais ficou estável frente ao mês anterior, com exceção da Argentina que deve alcançar, segundo dados do USDA, 48,00 milhões de toneladas na safra 2015/26.

Além da perspectiva de leve queda na produção mundial de soja, o estoque final do grão também foi revisado para baixo em março, mas ainda com expectativa de renovar a máxima histórica na safra 2025/26.

A Tabela apresenta os dados de estoque final de soja no mundo e por país, em milhões de toneladas, segundo dados do USDA, revisados em março de 2026.

estoque mundial de soja

O estoque mundial de soja foi revisado levemente para baixo em março, mas ainda com perspectiva de renovar a máxima histórica na safra 2025/26 (Tabela acima).

E mudando de assunto, o preço dos combustíveis tem sido foco de atenção desde o início do conflito no Oriente Médio e as consequências já são observadas Brasil afora.

O risco da falta e também da alta no preço dos combustíveis para o consumidor final é um sinal do crescente impacto da geopolítica no campo. O reflexo da alta no preço do petróleo desde o início do conflito com o Irã (clique aqui) já é sentido no interior do País em plena fase de colheita em muitas regiões, o que aumenta o custo e a insegurança no setor.

O Farmnews tem destacado que a geopolítica se tornou variável operacional. Hoje, produtor, cooperativa, agroindústria, trading e investidor precisam acompanhar não só safra, clima e câmbio, mas também corredores marítimos, segurança energética, rivalidade entre potências mundiais! Clique aqui e saiba mais!

O que está em curso vai muito além de uma tensão regional, estamos diante de mais um movimento dentro da grande disputa de poder entre Estados Unidos e China, uma rivalidade que hoje organiza boa parte da geopolítica global, das rotas energéticas às cadeias logísticas, da segurança marítima à influência diplomática.

É justamente aí que o estreito de Ormuz se torna um ponto crítico. Ormuz não é apenas uma passagem marítima, ela é um dos chokepoints (pontos de estrangulamentos) mais sensíveis do sistema energético mundial. Quando a tensão aumenta ali, aumenta também o risco sobre frete, seguro, abastecimento e preço do petróleo, e esse efeito não se distribui de forma igual. China e Índia tendem a sentir mais porque dependem fortemente da estabilidade desse corredor para sustentar parte importante de sua demanda energética.

O fato é que antes do início do conflito, o preço futuro do barril do petróleo Brent oscilava abaixo de US$70,0 e em março (9) o valor havia subido para perto de US$100,0. Ao longo de março (10) a cotação vem apresentando forte queda, de cerca de 10,0%, na expectativa que o conflito possa ter um fim breve. No entanto o mercado segue especulado e nervoso com relação aos desdobramentos futuros desse conflito. É muita incerteza ainda.

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Ivan Formigoni
Ivan Formigonihttps://www.farmnews.com.br
Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!

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