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Variação do preço da picanha, contra, acém e músculo no varejo em março de 2026

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O Farmnews atualizou dados da variação acumulada do preço da picanha, contra, acém e do músculo no varejo em março de 2026, segundo dados do IPCA-15.

O IPCA-15 voltou a subir em março de 2026. A variação foi positiva em 0,44% no mês e foi pressionada, principalmente, pela alta no preço dos Alimentos e Bebidas, que subiu 0,88%.

Na parcial do ano, até março, o IPCA-15 acumula alta de 1,49%. A alta no IPCA-15 foi maior que a alta acumulada do grupo de Alimentos e Bebidas que subiu 1,40% em 2026, até março. O grupo que acumulou a maior alta nos 3 primeiros meses de 2026 foi o de Educação (5,3%), seguido do grupo de Saúde e Cuidados Pessoais (1,85%) e Transporte (1,81%).

Embora o preço das carnes no varejo brasileiro mantenha a trajetória de alta em 2026 (primeira Figura), o preço da picanha permanece acumulando a menor valorização frente a cortes como o contra, o acém e o músculo.

Os cortes menos nobres e, por consequência, mais baratos, seguem acumulando a maior alta, uma vez que tem a maior procura pelo consumidor final, especialmente em momentos de inflação em alta. Por isso o destaque a maior alta do acém e do músculo!

No acumulado entre janeiro de 2020 e março de 2026, o preço da picanha, segundo dados do IPCA-15, acumulou alta de 32,8%, valorização muito abaixo da observada para o contra, por exemplo que, subiu 56,5% no mesmo intervalo de tempo.

A Figura ilustra a variação acumulada do preço da picanha, contra, acém e músculo no varejo (média Brasil), segundo IPCA-15, desde janeiro de 2020.

preço da picanha
Fonte: Dados do IBGE (elaborado por Farmnews)

O fato é que enquanto a picanha no varejo (média Brasil) subiu 32,8% entre janeiro de 2020 e março de 2026, o preço do contra, do acém e do músculo valorizou, respectivamente, 56,5%, 61,6% e 61,9%.

E considerando um intervalo menor de tempo, ou seja, desde 2024, o preço da picanha também segue com a menor alta acumulada, indicando que o corte de valor mais alto tem sido menos procurado pelo consumidor final (segunda Figura).

A picanha, entre janeiro de 2024 e março de 2026 acumulou alta de 12,0%, valor muito abaixo do observado para o contra que subiu 26,0% e os cortes menos nobres, o acém e o músculo que subiram 31,8% e 25,7%, nessa ordem.

A Figura ilustra a variação acumulada do preço da picanha, contra, acém e músculo no varejo (média Brasil), segundo IPCA-15, desde janeiro de 2024.

preço da picanha
Fonte: Dados do IBGE (elaborado por Farmnews)

E mudando de assunto, o preço da arroba do bezerro (Cepea) alcançou, pela primeira vez, patamar nominal diário histórico, acima de R$500,0. Além de novo recorde nominal diário, o preço da arroba do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) foi cotado acima de R$500,0 no final de março de 2026 e caminha para renovar a máxima mensal nominal de abril de 2021.

E não foi apenas o bezerro que alcançou patamar recorde em março. Isso porque o preço do boi gordo (Cepea) também renovou a máxima diária em março (25).

Após a máxima diária no final fevereiro, quando o preço do boi gordo (Cepea) foi cotado a R$353,2 por arroba, o início do conflito no Oriente Médio pressionou as cotações da arroba, principalmente ao longo da primeira metade de março. No entanto, o mercado voltou a ficar firme e em março (25) alcançou novo patamar histórico, cotado a R$354,7 por arroba.

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Ivan Formigoni
Ivan Formigonihttps://www.farmnews.com.br
Zootecnista, Fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!

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