Venda de carne bovina retoma o ritmo na segunda semana de outubro e a cotação média subiu em todos os setores.
Como era esperado, as vendas no varejo retomaram o ritmo nesta semana, com o recebimento dos salários, somado às bonificações, como os vales-alimentação e refeição, e esse movimento refletiu no setor atacadista. Além disso, do lado da oferta, a disponibilidade dos produtos está reduzida, colaborando para o cenário de alta.
Até o fim desta semana, com o feriado na próxima segunda-feira, 12/10, a tendência é de que parte dos varejistas, que se preparam para o feriado, antecipe os pedidos para reposição dos estoques, sendo um fator a mais para a sustentação dos preços.
Dessa maneira, a cotação média subiu em todos os setores.
No atacado de carne com osso, todas as carcaças casadas apresentaram alta.
A cotação da carcaça casada do boi capão subiu 2,1%, apregoada em R$24,75/kg, e a da carcaça casada do boi inteiro e da novilha também subiu 2,1%, cotadas em R$24,30/kg. Já a da vaca subiu 2,2%, apregoada em R$23,75/kg.
No atacado de carne sem osso, a média geral subiu 0,7%.
Para os cortes do traseiro, a média subiu 0,7%, com nove cortes em alta, dois em queda e cinco estáveis. O filé mignon com cordão apresentou a maior variação, com alta de 3,7%.
Para os cortes do dianteiro, a média subiu 1,1%, com cinco cortes em alta e um em queda. A maior variação foi da paleta sem músculo, que subiu 3,1%.
No varejo, todos os estados apresentaram alta na média geral.
Em São Paulo, a média subiu 0,9%, com 15 cortes em alta, três em queda e dois estáveis. A costela apresentou a maior variação, com queda de 4,5%.
No Paraná, a cotação média subiu 0,2%, com dez cortes em alta, sete em queda e três sem alteração. O destaque foi o lagarto, que caiu 5,3%.
Em Minas Gerais, a média valorizou 0,5%, com 13 cortes em alta, cinco em queda e dois estáveis. O acém foi o corte que mais variou, com alta de 5,9%.
No Rio de Janeiro, a média subiu 1,8%, com 17 cortes em alta e três em queda. O destaque foi para a paleta que apresentou alta de 7,5%.
Em Mato Grosso, a média apresentou ajuste positivo de 0,2%, com 11 cortes em alta e nove em queda. A paleta apresentou a maior variação, com alta de 6,8%.
Já a média em Goiás subiu 0,4%, com 11 cortes em alta, quatro em queda e cinco estáveis. A fraldinha foi o corte que mais variou no estado, subindo 3,1%.
Em Mato Grosso do Sul, a média subiu 0,8%, com 12 cortes subindo, quatro caindo e quatro permanecendo estável. O músculo apresentou a maior variação, com a alta de 5,2%.
No Rio Grande do Sul, a alta na média foi de 0,6%, com 14 cortes em alta, três em queda e três estáveis. O destaque foi o patinho, que teve alta de 3,4%.
No curto prazo, a expectativa é de que as venda de carne bovina siga boa no varejo durante o final de semana e o feriado, e também que não percam o ritmo ao longo da próxima semana.
Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

Saiba também que a exportação de bovinos vivos do Brasil no acumulado de 2026, até setembro, foi quase o dobro do praticado no mesmo período de 2025.
A exportação de bovinos vivos do Brasil em setembro de 2026 somou o equivalente a US$182,66 milhões, o patamar mais alto para o período do ano e, mais de US$20,00 milhões acima do recorde anterior, de 2025.
Vale lembrar que em setembro de 2026 a exportação de carne bovina do Brasil caiu quase 40,0% frente ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pela queda nas vendas para a China.
A venda de carne bovina do Brasil para a China caiu quase 95,0% em setembro de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior, alcançando inclusive o menor patamar para o período ao longo da série iniciada em 2016.
Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana, em R$/kg.

O preço futuro do boi gordo segue na máxima em outubro (10), com destaque para novembro que, precifica o patamar mais alto de 2026.
O mês de novembro passou a precificar a expectativa de maior valor da arroba do boi gordo em 2026, cada vez mais próximo de R$400,0 por arroba.
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