segunda-feira, janeiro 12, 2026
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Virou o ano e como ficaram as vendas de carne bovina?

Com a chegada de 2026, as vendas de carne bovina perderam o fôlego, movimento que já era previsto pelo setor.

Dezembro foi marcado por um bom ritmo das vendas, quando qualquer motivo virava comemoração: confraternizações entre amigos e familiares, que se estenderam às festividades de final de ano até a última semana que passou. E o que se espera para o início do mês? Um mercado com vendas aquecidas.

No entanto, embora não tenha travado, o ritmo de vendas na primeira semana útil de janeiro desacelerou, algo já esperado após um mês inteiro movimentado. Diante disso, parte do setor realizou ajustes negativos na tentativa de estimular um melhor giro nesse período.

No mercado do atacado de carne com osso, após ajustes negativos pontuais, a cotação das carcaças casadas subiu nesta semana.

A carcaça casada do boi capão avançou 0,7%, cotada em R$22,15/kg, enquanto a do boi inteiro subiu 1,7%, negociada em R$20,85/kg.

A carcaça casada da vaca apresentou alta de 1,3%, comercializada em R$20,25/kg. Já a da novilha subiu 0,7%, apregoada em R$21,15/kg.

No atacado de carne sem osso, a cotação média geral recuou 0,3%, com queda da média de preços dos cortes do traseiro e do dianteiro, também com recuos de 0,3%.

Nos cortes do traseiro, houve nove quedas e sete altas, com destaque para o preço do filé mignon sem cordão, que caiu 1,9%.

Nos cortes do dianteiro, todos os cortes registraram baixa, sendo a maior variação de 1,4% para o acém.

No varejo, o comportamento foi distinto entre os estados.

Em São Paulo, a cotação média subiu 0,2%, sustentada pela valorização de 11 cortes, contra oito quedas e dois estáveis. A picanha foi o destaque, com alta de 4,3%.

No Rio de Janeiro, a média também subiu (0,3%), com 12 cortes em alta, seis em queda e três estáveis. A maior variação foi da alcatra com maminha, que aumentou 4,0%.

No Paraná, houve queda de 0,3%. Apesar de dez cortes em alta e dez em baixa, com um corte sem alteração, a maior variação foi negativa, de 3,8% para a fraldinha.

Em Minas Gerais a média caiu 0,1%, com nove cortes em queda e nove em alta, enquanto três não mudaram. Mesmo com essa queda na média, o maior ajuste foi positivo, de 4,3% para a alcatra completa.

No curto prazo, apesar da expectativa de um movimento ainda positivo com a entrada do salário, as despesas que surgem no início do ano, como IPVA, IPTU, pagamento de matrículas e compra de materiais escolares, entre outras, podem limitar o ritmo das vendas de carne bovina.

Competitividade entre as carnes em dezembro

Em dezembro, considerando do primeiro ao último dia útil, a cotação do dianteiro caiu 5,7%, ou R$1,00/kg, fechando em R$16,50/kg.

O preço da carcaça especial suína* subiu 6,3%, ou R$0,80/kg, cotado em R$13,40/kg. A relação de troca melhorou 11,3% para a carne bovina, já que com 1kg de dianteiro no fechamento do mês era possível comprar 1,23kg de carne suína, ante 1,39kg no início do mês.

A cotação do frango médio** caiu 3,7%, ou R$0,28/kg, negociado em R$7,20/kg.  A relação de troca melhorou 2,0% para a carne bovina frente ao frango. No início do mês, 1kg de dianteiro comprava 2,34kg de frango, e no fechamento, passou a comprar 2,29kg.

*Animal abatido, sem vísceras, patas, rabo e gargantilha.
**Ave que leva em consideração o peso médio da linhagem para um lote misto, com rendimento de carcaça estimado em 74,0%.

vendas de carne bovina

Saiba também que a exportação de bovinos vivos do Brasil em 2025 foi recorde, assim como aconteceu para a carne bovina. As vendas de bovinos vivos do Brasil para o mercado internacional superaram o patamar de US$1,0 bilhão pela primeira vez no ano, valor muito acima do observado em 2024, recorde anterior (clique aqui).

O ano de 2025 foi histórico para a exportação de carne bovina do Brasil como um todo, alcançando novas máximas para faturamento e embarque. O faturamento somou o equivalente a US$16,61 bilhões em 2025, valor 42,5% acima de 2024 (US$11,66 bilhões). O embarque alcançou 3,09 milhões de toneladas métricas, valor 21,4% acima do recorde anterior, de 2024 (2,54 milhões de toneladas). Além do recorde no ano, o mês de dezembro renovou a máxima em receita, embarque e preço para o período do ano. Clique aqui e confira os dados.

vendas de carne bovina

O Farmnews apresentou os dados mensais de embarque de carne bovina do Brasil para a China ao longo de 2025, no objetivo de projetar o início da aplicação da tarifa adicional de exportação ao longo de 2026. Afinal, com a cota de exportação de carne bovina, a pergunta é: quando se espera que a tarifa adicional para o Brasil seja aplicada? Em outras palavras, em qual mês de 2026 é esperado que o Brasil atinja o limite de cota estabelecido pelo país asiático, de 1,106 milhão de toneladas? Clique aqui!

Veja também que o Farmnews atualizou os dados da margem de exportação, representada pelo ágio do preço da carne bovina exportada do Brasil em relação ao boi gordo entre os anos de 2015 e 2025. Clique aqui e saiba mais!

O Farmnews disponibiliza, diariamente, seus estudos de forma gratuita pelo whatsapp. Clique aqui!

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