quinta-feira, fevereiro 19, 2026
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Quando o espetáculo ataca quem sustenta o Brasil, o agronegócio!

Quando o espetáculo ataca quem sustenta o Brasil, o agronegócio, o carnaval deixa se ser expressão cultural e passa a ser posicionamento político!

Por muito tempo repetiu-se que o Carnaval é apenas expressão cultural. Mas quando a cultura é financiada com recursos públicos e direciona sua narrativa contra setores estratégicos da economia nacional, ela deixa de ser apenas expressão estética — passa a ser posicionamento político.

O problema não é a crítica. O problema é a superficialidade diante de fatos econômicos concretos.

E os fatos são claros.

O Peso Real do Agronegócio Brasileiro (Dados 2023–2025)

Segundo o CEPEA/ESALQ-USP, o agronegócio representou aproximadamente 24% a 25% do PIB brasileiro em 2024, mantendo-se como o principal motor da economia nacional.

De acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX):

  • O agro respondeu por cerca de 40% das exportações brasileiras em 2024.
  • O setor gerou aproximadamente US$165 a 170 bilhões em exportações.
  • O superávit da balança comercial brasileira foi sustentado majoritariamente pelo agronegócio.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o agronegócio emprega direta e indiretamente mais de 28 milhões de pessoas.

Não se trata de narrativa corporativa. São dados oficiais.

Brasil no Cenário Global: Ranking e Relevância

Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o Brasil ocupa posições estratégicas:

  • 1º maior exportador mundial de soja
  • 1º maior exportador de carne bovina
  • 1º maior exportador de frango
  • 2º maior exportador de milho
  • Líder global em açúcar e café

Além disso, o Brasil abriga aproximadamente 12% da água doce superficial do planeta (dados da Agência Nacional de Águas – ANA).

Esses números não são apenas estatísticos – São variáveis geopolíticas.

Segurança Alimentar: Uma Questão Estratégica Global

O relatório “The State of Food Security and Nutrition in the World 2023” (FAO, IFAD, WFP, WHO) aponta que mais de 735 milhões de pessoas ainda enfrentam insegurança alimentar severa no mundo. Em um ambiente global marcado por:

  • Guerra na Ucrânia (impactando fertilizantes e grãos)
  • Conflitos no Oriente Médio
  • Pressões climáticas crescentes
  • Restrições comerciais estratégicas

O papel de grandes exportadores agrícolas torna-se ainda mais crítico. A União Europeia subsidia fortemente sua agricultura por meio da

Common Agricultural Policy (CAP).

Os Estados Unidos mantêm programas robustos via Farm Bill. A China mantém estoques estratégicos massivos de grãos.

Nenhuma potência trata alimento como setor secundário.

Sustentabilidade: O Dado que Poucos Mencionam

Segundo dados do Serviço Florestal Brasileiro e do próprio Código Florestal, cerca de:

  • 66% do território brasileiro mantém vegetação nativa preservada
  • Propriedades rurais devem manter até 80% de reserva legal na Amazônia

Comparativamente, poucos países possuem exigências legais de preservação nesse nível.

Isso não elimina desafios ambientais. Mas desautoriza caricaturas simplistas.

O Paradoxo Estratégico

O Brasil é potência alimentar, mas depende da importação de aproximadamente 85% dos fertilizantes utilizados, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA).

A guerra Rússia-Ucrânia evidenciou essa vulnerabilidade. Aqui está o verdadeiro debate estratégico:

  • Como reduzir dependência externa?
  • Como investir em agroindustrialização?
  • Como agregar valor às exportações?
  • Como fortalecer diplomacia agrícola técnica? Esse é o nível do debate que o país

Não a simplificação performática.

Cultura e Responsabilidade Institucional

O financiamento público de manifestações culturais que retratam o setor mais relevante da economia brasileira de forma caricatural suscita uma questão legítima:

Qual é o alinhamento estratégico entre política cultural e política econômica?

Nenhuma democracia madura fragiliza simbolicamente seus ativos estratégicos.

Estados Unidos, União Europeia e China promovem seus produtores como pilares nacionais.

O Brasil deveria fazer o mesmo.

A Dimensão Geopolítica

Segundo relatório do World Economic Forum (Global Risks Report 2024), a insegurança alimentar figura entre os principais riscos globais sistêmicos.

O Brasil não é apenas exportador.

É elemento de estabilização internacional. Segurança alimentar é paz entre os povos.

Fragilizar a percepção pública do setor que garante essa estabilidade é miopia estratégica.

Conclusão: O Debate Precisa Subir de Nível

O agronegócio brasileiro:

  • Sustenta o superávit comercial
  • Garante entrada de divisas
  • Mantém estabilidade cambial
  • Alimenta centenas de milhões de pessoas
  • Opera sob legislação ambiental robusta
  • Representa quase um quarto da economia nacional Críticas são legítimas.

Caricaturas ideológicas não constroem política pública. O Brasil precisa escolher:

  • Debater com dados
  • Ou performar com slogans

O mundo já entendeu que comida é poder.

A questão é se o Brasil compreende plenamente a dimensão estratégica do que já possui.

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