O ágio do preço da carne bovina exportada do Brasil frente ao boi gordo caiu na parcial de março de 2026 em relação a 2025 e segue abaixo de 30,0% pelo segundo mês consecutivo.
Apesar da alta no preço da carne bovina exportada do Brasil que na parcial de março de 2026 alcançou o maior valor desde outubro de 2022 (primeira Figura), o ágio frente ao boi gordo caiu frente ao mesmo período do ano anterior.
Isso porque além da valorização do Real frente ao dólar em 2026 (segunda Figura), o preço do boi gordo segue em recuperação e caminha para alcançar o maior valor nominal em março de 2026 (clique aqui).
A Figura apresenta os dados médios mensais do preço de exportação da carne bovina do Brasil, em dólares por kg, entre janeiro de 2020 e a parcial de março de 2026 (10 dias úteis).

E enquanto o preço da carne bovina exportada do Brasil segue movimento de alta, o valor avaliado em moeda nacional oscila em patamares relativamente estáveis (terceira Figura), uma vez que o Real acumula valorização ao longo de 2026.
O dólar na parcial da primeira metade de março de 2026 foi cotado a R$5,22, valor pouco acima do observado no mês anterior (R$5,20), mas muito abaixo do praticado em março de 2025 (R$5,74). É uma questão de câmbio, pois o preço do boi gordo, embora próximo de renovar a máxima histórica em março de 2026, ainda precisa subir ao menos para alcançar o valor praticado no pico de alta anterior, quando corrigido pela inflação!
A Figura apresenta os valores médios da cotação comercial do dólar, em Reais por US$, entre janeiro de 2020 e a parcial da primeira metade de março de 2026.

O preço médio de exportação da carne bovina in natura do Brasil se mantém oscilando em torno de R$30,0 por kg desde a segunda metade de 2025. Isso mostra que a valorização do produto brasileiro em moeda americana não foi acompanhada pela alta em moeda nacional devido à queda no câmbio.
A Figura apresenta os dados médios mensais do preço de exportação da carne bovina do Brasil, em Reais por kg, entre janeiro de 2020 e a parcial de março de 2026 (10 dias úteis).

Na parcial de março de 2026 o ágio da carne bovina exportada do Brasil frente ao boi gordo (Cepea) foi de 29,6%, valor pouco acima do observado no mês anterior, mas abaixo de março de 2025, quando o indicador ficou em 35,2%.
Vale destacar que ao longo da série iniciada em janeiro de 2020, o ágio da carne bovina exportada do Brasil foi de, em média, 42,2%, oscilando entre a mínima de 22,4% em fevereiro de 2021 e a máxima de 84,8% em maio de 2020.
A Figura apresenta a evolução mensal do ágio médio do preço de exportação da carne bovina in natura do Brasil e em relação ao preço do boi gordo (Cepea), em Reais por kg, entre janeiro de 2020 e a parcial até de março de 2026.

E mudando de assunto, o Farmnews comparou o preço futuro do boi gordo para maio e outubro de 2026 com a referência no físico ao longo de 2026, até a parcial de março.
Afinal, como evoluíram, na parcial do ano, os preços dos contratos futuros do boi gordo de maio e outubro desde o início do ano e como eles se compararam frente ao comportamento de preço do boi gordo no físico? Clique aqui e confira!
O Farmnews também comparou a variação acumulada dos preços do boi gordo, bezerro, milho e soja ao longo de 2026, até a primeira metade de março, em moeda americana (clique aqui) como em moeda nacional (clique aqui).
O Farmnews disponibiliza, diariamente, seus estudos de forma gratuita pelo whatsapp. Clique aqui!




