O indicador de arrobas de boi gordo por bezerro voltou a subir na parcial de março de 2026, impulsionado pela maior alta no preço da categoria de reposição no mês.
Isso porque considerando apenas os dados parciais de março, até o dia 24, frente ao valor que encerrou fevereiro, o preço do boi gordo (Cepea) caiu 0,5%, enquanto no mesmo intervalo de tempo o preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) subiu 1,6%.
Nesse contexto, é importante destacar que o preço do bezerro segue em forte alta e novamente renovou a máxima diária na parcial de março, tanto avaliado no peso como na cabeça!
Contudo, apesar da maior alta no preço do bezerro em março, no acumulado do ano o boi gordo segue em vantagem, com alta de 10,1% frente ao último valor negociado em 2025. Na mesma base de comparação o preço da categoria de reposição subiu 6,9%.
O fato é que a maior alta no preço do bezerro em relação ao boi gordo na parcial de março de 2026 pressionou, para cima, o indicador que mede o poder de compra do pecuarista que depende da reposição no mercado, ou seja, a quantidade de arrobas necessárias para a compra de um bezerro (primeira Figura).
A Figura apresenta os dados do indicador que mede a quantidade de arrobas de boi gordo (Cepea) necessária para a compra de um bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), entre janeiro de 2020 e a parcial de março de 2026 (até o dia 24).

Além da alta em relação ao mês anterior (fevereiro de 2026), o poder de compra do pecuarista em um mês de março voltou a ficar próximo dos maiores patamares históricos para o período do ano, observado em 2015 e 2021 (segunda Figura).
O indicador de arrobas de boi gordo por bezerro de 9,35 arrobas voltou a subir frente ao mês anterior, se aproximando dos maiores patamares históricos para um mês de março, em 2026, pouco abaixo de 2015 e 2021.
A Figura apresenta os dados do indicador que mede a quantidade de arrobas de boi gordo (Cepea) necessária para a compra de um bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), nos meses de março, entre 2010 e a parcial de 2026.

Vale destacar que o indicador de arrobas de boi gordo por bezerro nos meses de março, entre 2010 e a parcial de 2026 foi de, em média, 8,27, oscilando entre a mínima de 7,07 em 2011 e a máxima de 9,40 em 2015.
Veja também que o mercado futuro do boi gordo mantém a perspectiva mais otimista de preço para a primeira metade de 2025, com os contratos, especialmente daqueles mais próximos do vencimento renovando a máxima.
sso mostra que a expectativa de preço para a primeira metade de 2025 se mantém mais otimista que a observada para o final de 2026, pelo menos de acordo com a B3. E isso merece atenção, mesmo com as incertezas relacionadas a China.
O investidor está mais cautelo com relação a segunda metade de 2026 e até faz sentido. No entanto, é importante lembrar que o consumo doméstico também se aquece nesse período, além da demanda internacional dos demais países importadores. Temos continuamente destacado para a maior disputa pela carne bovina brasileira no mercado internacional. E, aliás, a oferta de animais para o abate, especialmente de fêmeas, tende a diminuir ainda mais nesse período do ano. Vamos acompanhar!
O Farmnews também comparou o preço do boi gordo em maio e outubro entre os anos de 2010 e 2025 e a expectativa para 2026.
É importante observar que ao longo dos últimos anos, entre 2010 e 2025, o preço médio do boi gordo (Cepea) nos meses de outubro foi 5,9% cima do preço do boi gordo em maio. No entanto, não é incomum que o preço do boi gordo em maio seja maior que o valor praticado em outubro, mesmo nos anos de ciclo de alta, como entre 2021 e 2023.
O preço médio de venda voltou a ser o destaque dos dados parciais da exportação de carne bovina do Brasil no acumulado até a 3ª semana de março de 2026. Isso porque embora a média diária de embarque na parcial do mês tenha ficado pouco abaixo do observado em março de 2025, o preço segue em alta!
O preço médio de venda da carne bovina in natura brasileira para o mercado internacional foi de US$5,78 por kg na média dos 15 primeiros dias úteis de março de 2026, valor 18,0% acima do praticado em março de 2025, quando o valor foi de US$4,90 por kg. No acumulado até a 2ª semana do mês o preço médio da carne bovina do Brasil foi de US$5,76 por kg.
Vale destacar também que apesar do preço do bezerro seguir nos maiores patamares históricos em 2026, avaliado tanto em Reais por cabeça como em Reais por arroba, temos destacado para a maior valorização do preço da categoria de reposição avaliada no peso, o que sugere que os animais têm sido comercializados mais leves quando comparado aos anos anteriores.
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