Exportação de carne bovina: acumulado até 4ª semana de setembro

Ivan Formigoni
Farmnews

O Farmnews apresentou os dados da exportação de carne bovina do Brasil na parcial até a 4ª semana de setembro de 2026.

Vale lembrar que nos primeiros 4 dias úteis de setembro de 2026, a média diária de embarque de carne bovina in natura do Brasil foi de 10,14 mil toneladas métricas, valor quase 30,0% abaixo da média diária observada em setembro de 2025 (14,30 mil toneladas métricas).

Na segunda parcial do mês os dados apresentaram nova queda, com média diária de 9,96 mil toneladas métricas. E no acumulado até a 3ª semana de setembro, ou seja, considerando 13 dias úteis do mês, a média diária de embarque foi de 10,02 mil toneladas métricas, uma leve alta em relação ao acumulado até à semana anterior (9,96 mil toneladas métricas).

Já no acumulado até a 4ª semana de setembro ou 18 dias úteis, a exportação de carne bovina do Brasil apresentou média diária de 9,79 mil toneladas métricas, a menor média diária em relação às semanas anteriores.

A exportação de carne bovina do Brasil no acumulado até a 4ª semana de setembro ficou 31,5% abaixo da média diária de diária de setembro de 2025 (14,30 mil toneladas métricas).

Os embarques de carne bovina do Brasil somaram, em valor absoluto, 176,25 mil toneladas métricas nos 18 primeiros dias úteis do mês, valor 56,0% abaixo do que foi observado em setembro de 2025, quando os embarques somaram 314,69 mil toneladas métricas.

Apesar da queda em relação a setembro de 2025, a exportação de carne bovina subiu frente ao mês anterior, avaliando os dados médios diários de embarque. Isso porque a média diária de embarque em agosto de 2026 ficou pouco abaixo de 9,00 mil toneladas métricas.

O preço médio da carne bovina exportada do Brasil segue como destaque positivo.

O valor médio parcial de setembro foi de US$6,29 por kg no acumulado até a quarta semana de setembro, acima do observado até a semana anterior (US$6,21 por kg).

O valor de US$6,29 por kg também ficou acima do valor praticado em agosto de 2026 e também no mesmo período de 2025 (US$5,62 por kg).

Veja também que o preço do bezerro renovou a máxima nominal diária no final de setembro, quando avaliado em Reais por cabeça.

O preço da categoria de reposição voltou a subir, após um período de relativa estabilidade (primeira Figura), acompanhando o movimento de valorização do boi gordo que, inclusive voltou a ser cotado acima de R$360,0 por arroba, o que não acontecia desde abril (clique aqui).

E assim como acontece com o boi gordo, a expectativa é que o recorde de preço da categoria de reposição seja renovado no final de 2026.

O mercado futuro do boi gordo, embora mais estável no final de setembro, segue próximo da máxima e precifica valores acima de R$380,0 por arroba para novembro e dezembro.

O preço do boi gordo voltou, inclusive, a acumular alta maior que o bezerro ao longo de 2026, frente ao valor que encerrou 2025.

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Zootecnista, fundador do Farmnews e interessado em fornecer informações úteis aos nossos leitores!