Os dados da exportação de carne bovina do Brasil ficaram praticamente estáveis no acumulado até a terceira parcial de outubro, quando comparado aos embarques da semana anterior.
Vale lembrar que nos primeiros 7 dias úteis de outubro de 2026, a média diária de embarque de carne bovina in natura do Brasil foi de 8,76 mil toneladas métricas, valor quase 40,0% abaixo da média diária observada em outubro de 2025 (14,56 mil toneladas métricas).
Na segunda parcial do mês, ou seja, no acumulado até a terceira semana de outubro que inclui 11 dias úteis, os dados médios diários de embarque alcançaram 9,80 mil toneladas diárias, valor acima do reportado nos primeiros 7 dias úteis do mês (8,76 mil toneladas métricas).
Contudo, no acumulado até a terceira parcial de outubro, que considera 16 dias úteis, os dados médios diários de embarque ficaram em 9,65 mil toneladas, pouco abaixo do que foi observado até a semana anterior.
Os embarques de carne bovina do Brasil somaram, em valor absoluto, 154,50 mil toneladas métricas nos 16 primeiros dias úteis do mês, valor muito distante do que foi observado em outubro de 2025, quando os embarques somaram 320,53 mil toneladas métricas.
A exportação de carne bovina do Brasil ficou 33,7% abaixo de outubro de 2025 no acumulado dos primeiros 16 dias úteis do mês. No entanto, o preço médio do produto brasileiro segue subindo.
O preço médio da primeira parcial de outubro de 2026 foi de US$6,16 por kg. Na segunda parcial, o valor subiu para US$6,22 por kg, o maior patamar para o período do ano.
No entanto, na terceira parcial do mês o preço médio da carne bovina exportada pelo Brasil subiu novamente alcançando US$6,28 por kg, o mesmo patamar o registado no mês anterior.
Vale destacar também que apesar da desaceleração das vendas ao longo da segunda metade de outubro, o preço da carne bovina segue sustentado pela menor disponibilidade no mercado.
No varejo, o preço da carne bovina, valor médio, subiu na maior parte dos estados, com exceção de Mato Grosso do Sul, onde não houve alteração.
O Farmnews inclusive destacou que o ágio do bezerro voltou a subir em outubro de 2026, pressionando o poder de compra do pecuarista, apesar dos patamares recorde de preço do animal pronto para o abate.
E diante desse cenário de preço recorde de bezerro e relação de troca em queda, um tema ganha cada vez mais importância para o pecuarista, ou seja: quanto posso pagar no bezerro?
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