O preço da arroba do bezerro na parcial de janeiro de 2026 alcançou o maior patamar nominal para o período do ano.
O preço da arroba do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) alcançou, na parcial de janeiro de 2026, o maior valor nominal para o período do ano, muito acima do recorde anterior para um mês de janeiro, de 2022, como mostram os dados da primeira Figura.
A Figura apresenta os dados médios nominais do preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), em Reais por arroba, nos meses de janeiro, entre 2010 e a parcial de 2026 (até o dia 20).

O preço da arroba do bezerro renovou a máxima para um mês de janeiro na parcial de 2026 e, acumulando o segundo ano consecutivo de alta no período do ano (Figura acima).
O interessante é observar que o preço do bezerro iniciou 2026 muito acima do valor nominal praticado no mesmo período de 2025 (segunda Figura). Isso porque o preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) iniciou 2026 em patamares próximos de R$440,0 por arroba, enquanto em janeiro de 2025 o valor oscilava abaixo de R$400,0 por arroba.
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), avaliado em Reais por arroba, desde 2024.

Por outro lado, o preço do bezerro na parcial de janeiro de 2026 (até o dia 20) foi de, em média, R$440,3 por arroba, valor pouco abaixo da média nominal de dezembro de 2025 e, interrompendo uma sequência de cinco meses consecutivos de valorização, como mostram os dados da terceira Figura.
A Figura apresenta os dados médios nominais do preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), em Reais por arroba, entre janeiro de 2020 e a parcial de janeiro de 2026 (até o dia 20).

E assim como o preço da arroba do bezerro alcançou o maior patamar para um mês de janeiro na parcial de 2026, o ágio do bezerro em relação ao boi gordo também alcançou o maior patamar para um mês de janeiro, em 2026. Clique aqui e saiba mais!
O ano de 2026 começou com o preço do bezerro descolado do boi gordo. No entanto, o preço do boi gordo voltou a subir e na parcial de janeiro (20) alcançou o maior patamar desde o final da primeira quinzena de dezembro (clique aqui).
A expectativa é de uma oferta de animais prontos para o abate mais restrita ao longo do ano. E em janeiro, a partir da segunda quinzena do mês, a oferta se mostra mais enxuta.
Além da menor intenção de venda do produtor devido ao clima mais favorável, a disponibilidade de animais para o abate deve ser menor, tanto pela menor intenção de venda de fêmeas frente a alta no preço das categorias de reposição, como pela menor quantidade de machos para o abate devido ao forte aumento do abate de fêmeas ao longo dos últimos anos (clique aqui).
E apesar das incertezas principalmente com relação a China (clique aqui), a venda de carne bovina do Brasil para o mercado internacional deve renovar a máxima para um mês de janeiro, em 2026 (clique aqui). O consumo doméstico também foi melhor que o esperado na primeira metade de janeiro (clique aqui) e com perspectiva de se manter mais aquecido em um ano de eleição e Copa do Mundo.
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