Preço da carne bovina: atacado sobe e varejo cai no fim de julho

Scot Consultoria
Farmnews

O varejo registrou queda no preço da carne bovina desossada na maioria das praças monitoradas, enquanto o atacado permaneceu com alta nas médias.

Após uma semana de alta, alguns cortes de carne sem osso registraram queda nos preços, o que influenciou nas médias gerais, principalmente no varejo.

Entretanto, o preço da carne bovina com osso seguiu com valorização e não teve queda em nenhuma das carcaças.

A baixa do preço da carne bovina no fim do mês é um cenário comum, com o menor poder de compra do consumidor. O excesso de oferta causada pela maior demanda da semana anterior, influenciou para a desvalorização de alguns cortes.

No atacado de carne com osso, as carcaças casadas apresentaram alta nos preços.

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A cotação da carcaça casada do boi capão subiu 3,3%, negociada em R$23,15/kg. A do boi inteiro teve alta de 3,9%, apregoada em R$22,75/kg. Para as fêmeas, a cotação da carcaça casada da vaca subiu 5,5%, cotada em R$22,15/kg, e a da novilha aumentou 3,7%, comercializada em R$22,25/kg.

No atacado de carne desossada, a média subiu 0,5%, com aumento de 16 cortes, cinco em queda e um estável.

Entre os cortes do traseiro, a média subiu 0,3%, com 11 cortes em alta e cinco em queda. A maior variação foi observada no músculo, que caiu 1,6%.

Nos cortes do dianteiro, a média subiu 1,1%, com cinco cortes registrando alta e um estabilidade. O destaque foi para o lombinho, que subiu 1,7%.

No varejo, apenas São Paulo obteve alta na média geral.

Em São Paulo, a média subiu 1,6%, com 15 cortes em alta e cinco em queda. A maior variação foi a alta de 6,0% para o lombinho.

No Paraná, a média caiu 0,3%, com dez cortes em queda, oito em alta e dois estáveis. No estado, o destaque foi para a alcatra com maminha, com desvalorização de 5,2%.

Em Minas Gerais, a média caiu 0,4%, com nove cortes em queda, sete em alta e quatro estáveis. O coxão duro foi o corte que apresentou a maior variação, com recuo de 4,1%.

No Rio de Janeiro, a média desvalorizou em 0,5%, com 11 cortes em queda e nove em alta. A maior variação foi observada na fraldinha, que subiu 2,9%.

No curto prazo, a expectativa é que o cenário se mantenha até a próxima bonificação.

Tabela 1. Preços médios dos cortes sem osso no mercado atacadista de São Paulo, em R$/kg.

preço da carne bovina
Fonte: Dados da Scot Consultoria (até 30-jul)

E além do preço da carne bovina com osso no atacado, o preço do boi gordo apresentou forte recuperação na segunda metade de julho, enquanto no mercado futuro, o cenário foi um pouco diferente no período.

Isso porque a referência do mercado futuro (Datagro) subiu R$16,7 por arroba entre o final entre julho (15) e julho (30). O preço do boi gordo variou de R$329,5 para R$346,2 por arroba no período, alta de 5,1% no intervalo de tempo.

Por outro lado, os contratos com vencimento em outubro e novembro acumularam queda. Pois é, enquanto o preço do boi gordo subiu R$16,7 por arroba na segunda metade de julho, até o dia 30, os contratos de outubro e novembro caíram R$2,2 e R$2,4 por arroba, nessa ordem. Clique aqui e saiba mais!

Tabela 2. Preços médios dos cortes no mercado varejista na semana*, em R$/kg.

preço da carne bovina
Fonte: Dados da Scot Consultoria (até 30-jul) * Corte com osso, minga, ripa

O contrato para vencimento em dezembro segue como o destaque para 2026, com o maior valor esperado do boi gordo entre os contratos com vencimento em aberto na B3 para o ano e, precificando novo recorde nominal histórico. Clique aqui e confira!

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