O preço do boi gordo segue acumulando a maior alta em 2026 até os primeiros quinze dias de março, mas o destaque do mês tem sido o milho!
O preço do boi gordo (Cepea) segue acumulando a maior valorização entre as commodities agrícolas acompanhadas pelo Farmnews no ano de 2026, até a primeira metade de março, com alta de 8,6% frente ao valor que encerrou 2025. Contudo, considerando apenas a parcial da primeira quinzena de março, o boi gordo foi o único que caiu frente ao último preço de fevereiro. A queda entre o final de fevereiro e a parcial da primeira quinzena de março foi de 1,9%.
O fato é que desde o início do conflito no Irã, em fevereiro, (28), o preço do boi gordo no mercado físico e futuro caiu (clique aqui). A queda aconteceu principalmente na primeira semana do mês. Apesar de ainda acumular queda na parcial de março, o preço do boi gordo voltou a ficar mais firme. Isso porque após a pressão negativa no início do mês, o preço do animal pronto para o abate voltou a ficar mais estável e os valores médios mensais caminham para renovar a máxima histórica de março de 2022. Clique aqui e saiba mais!
A Figura a seguir apresenta a variação do preço nominal do boi gordo (Cepea), bezerro (Mato Grosso do Sul), milho (Cepea) e soja (Cepea, Paranaguá-PR), no acumulado até a primeira quinzena de março de 2026.

O preço do boi gordo (Cepea) foi cotado, em média, a R$348,1 por arroba na parcial da primeira metade de março de 2026, alta de 11,6% frente a março de 2025 e acima da máxima nominal histórica de março de 2022 (Tabela).
A Tabela abaixo apresenta os dados médios nominais do preço nominal do boi gordo (Cepea), bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul), milho (Cepea) e da soja (Cepea, Paranaguá-PR), nos meses de março, entre 2018 e a parcial de 2026.

O preço do bezerro (Cepea, Mato Grosso do Sul) segue em alta em 2026, até a primeira metade de março, com ganho de 6,2% na parcial do ano (frente ao valor que encerrou 2025) e de 1,0% em relação ao final de fevereiro. Aliás, o Farmnews destacou para a maior valorização do preço do bezerro quando avaliado no peso, devido à queda no peso médio de venda dos animais em 2026. Isso merece atenção dos compradores, pois reflete no aumento do ágio frente a arroba do bezerro e da margem da atividade (clique aqui).
E o preço do bezerro avaliado em Reais por cabeça subiu pelo sétimo mês consecutivo na parcial de março de 2026 e deve renovar novamente o recorde nominal mensal em março de 2026, justamente do mês anterior. Clique aqui e confira os dados!
É importante destacar também que embora a variação acumulada do preço do bezerro seja menor que a observada para o boi gordo no ano (Figura), o valor médio mensal da categoria em março de 2026 apresentou a maior alta frente a março de 2025 entre as commodities agrícolas acompanhadas pelo Farmnews, de 21,3%.
O preço do milho (Cepea) e da soja (Cepea, Paranaguá-PR), embora apresentem valores médios na parcial de março abaixo do valor nominal praticado em março de 2025, apresentaram valorização frente ao valor que encerrou o mês anterior.
O milho (Cepea) foi cotado a R$72,0 por saca em março (13), alta de 3,5% frente ao último preço de fevereiro. No ano (frente ao final de 2025), o preço do milho subiu 3,6%. O preço futuro do milho inclusive acompanhou o movimento do grão no mercado físico em março e acumula alta, precificando valorização para todos os vencimentos em aberto na B3. Clique aqui e saiba mais!
No caso da soja (Cepea, Paranaguá-PR), embora o valor acumule queda no ano, de 7,7% em relação ao encerramento de 2025, na parcial de março (frente a fevereiro), o grão subiu 2,7%. A valorização do Real tem contribuído para a alta em moeda nacional do preço da soja, assim como a alta no preço dos combustíveis (clique aqui) tem favorecido um mercado de grãos com valores mais firmes desde o início do conflito no Oriente Médio (clique aqui).
O Farmnews também tem destacado para o aumento da demanda de carne bovina não apenas entre os principais compradores do Brasil, como a China e os EUA. Embora ambos estejam igualmente aumento o ritmo de compra em 2026 (clique aqui), outros países também seguem com maior apetite de compra do produtor brasileiro.
A Rússia, por exemplo, foi um dos destaques nesse início de 2026. Isso porque no acumulado até fevereiro, a compra de carne bovina brasileira pelos russos foi a maior para o período do ano desde 2017. Clique aqui e confira os dados!
Os países da UE também foram destaque nesses primeiros meses de 2026, com a importação de 14,17 mil toneladas métricas de carne bovina in natura no acumulado até fevereiro, valor acima do praticado no mesmo período do ano anterior (12,00 mil toneladas) e também no maior patamar ao longo de uma série iniciada em 2018. Clique aqui e confira!
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