O Farmnews atualizou os dados do preço do boi gordo nos EUA renovou a máxima em 2025, com média quase 20,0% acima de 2024.
O preço do boi gordo nos EUA (considerando os valores de Nebraska, Chouce 60-85), o valor médio em dezembro voltou a subir após 3 meses consecutivos de queda e, encerrando 2025 próximo da máxima nominal de agosto, como mostram os dados da primeira Figura.
A Figura apresenta os dados médios do preço nominal do boi gordo nos EUA (Choice 60-85, em Nebraska), em dólares por arroba, entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025.

O preço do boi gordo nos EUA (Nebraska, Choice 60-85) foi cotado a US$158,9 por arroba em dezembro de 2025, valor 23,3% acima do praticado no mesmo período de 2024 (US$128,9) e pouco abaixo da máxima nominal de agosto de 2025 (US$162,5).
Pois é, com o rebanho nos EUA nos menores patamares da história, o preço do boi gordo naquele país segue renovando a máxima.
Em 2025, o valor médio do boi gordo nos EUA (Nebraska, Choice 60-85) foi de US$149,3 por arroba, valor 19,8% acima da média nominal de 2024 (124,6) e, além do quinto ano consecutivo de valorização, o maior patamar da história. Desde 2020 o preço do boi gordo nos EUA mais que dobrou, passando de US$71,3 por arroba para quase US$150,0 por arroba, de média.
A Figura apresenta os dados médios do preço nominal do boi gordo nos EUA (Choice 60-85, em Nebraska), em dólares por arroba, entre 2020 e 2025.

O Farmnews também comparou o preço médio anual, no Brasil, do boi gordo, bezerro, milho e soja em 2025 frente aos anos anteriores, em moeda nacional (clique aqui) e em dólares (clique aqui).
O interessante é observar que o preço médio do boi gordo brasileiro, em moeda americana foi cotado US$58,7 por arroba, valor mais que 2 vezes menor ao valor do animal pronto para o abate nos EUA (US$149,3).
O fato é que a produção de carne bovina deve cair em 2026, tanto no Brasil como nos EUA, o que deve manter pressionados, para cima, os valores do boi gordo em ambos os países. A expectativa de queda na produção é maior no Brasil que nos EUA em 2026.
Após o recorde esperado em 2025, a produção mundial deve cair sensivelmente, para 61,03 milhões de toneladas em equivalente carcaça ou cerca de 0,90 milhão de toneladas. A expectativa de queda na produção do Brasil é o principal fator que contribui para essa redução na oferta mundial de carne bovina. Clique aqui e confira os dados!
O Farmnews também atualizou os dados da variação acumulada do preço do bezerro, boi gordo, dólar e do indicador de inflação (IGP-M) ao longo de 2025 e desde 2020. Afinal, como se comportou, ao longo dos últimos 12 meses, ou seja, entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025 e também desde 2020, o preço de bezerro e do boi gordo comparado ao indicador de inflação, medido pelo IGP-M e o dólar? Clique aqui e saiba mais!
E por falar em bezerro, a expectativa é que o preço da categoria de reposição se mantenha em alta ao longo de 2026, assim como o valor do animal pronto para o abate. No entanto, a decisão chinesa de criar cota de importação de carne bovina e respectiva tarifa adicional de 55,0% ao que exceder esse limite pode influenciar o comportamento de preço, ainda mais diante das incertezas no curto prazo.
A tarifa de importação de carne bovina pela China deve incidir sobre um total em torno de 600 mil toneladas, o que representaria algo perto de US$2,90 bilhões em para o Brasil apenas em 2026.
De acordo com a decisão, em 2026, o Brasil poderá exportar para a China, sem a cobrança de tarifa adicional de 55,0%, 1,106 milhão de toneladas em carne bovina. Em 2027 e 2028 esse valor subiria um pouco, para 1,128 e 1,154 milhão de toneladas respectivamente, mas ainda muito longe do que o país asiático importou do Brasil em 2024 e 2025, por exemplo.
O fato é que considerando os valores médios mensais de embarque de carne bovina do Brasil, a cota de 1,106 milhão de toneladas deve ser alcançada ao longo da segunda metade de 2026, o que permite ao governo negociar condições mais favoráveis ao País. Clique aqui e saiba mais!
O Farmnews também discutiu para o fato da decisão, embora muito negativa, deve ser avaliada com cautela, pois além da demanda anual por importação de carne bovina pelo país asiático girar em torno de 4,00 milhões de toneladas em equivalente carcaça ao ano, a demanda chinesa cresce mais que a capacidade de produção. Restringir a oferta do Brasil pode pressionar a inflação por lá e contribuir nas negociações de, ao menos, aumentar o limite de cota do Brasil.
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