O preço do milho foi mais pressionado ao longo da segunda metade de março, ao contrário do mercado futuro, especialmente para o início de 2027.
O preço da referência do milho no mercado futuro (Cepea) voltou a se aproximar de R$70,0 por saca no final de março, retornando aos patamares que que encerrou 2025. Vale lembrar que o grão chegou a ser cotado acima de R$72,0 por saca em março (16).
E, embora o preço do milho tenha sido mais pressionado, para baixo, ao longo da segunda metade de março, o mesmo aconteceu no mesmo período dos anos anteriores, como ilustram os dados apresentados na primeira Figura. A expectativa para 2026, por outro lado, é de recuperação nos preços do milho em maio. O mercado futuro precifica recuperação ao longo do ano e especialmente para os primeiros meses de 2027 (Tabela).
A Figura ilustra a evolução diária do preço nominal do milho, em Reais por saca, desde 2024.

O preço do milho no mercado físico ficou mais estável em março (Tabela), frente ao valor que encerrou fevereiro, ao contrário do mercado futuro que mostrou recuperação e precifica alta para todos os contratos com vencimento em aberto na B3.
E o destaque de valorização ao longo de março aconteceu para os contratos que vencem no início de 2027, inclusive com o preço esperado do grão cada vez mais próximo de R$80,0 por saca.
A Tabela apresenta os dados do preço do milho (Cepea) e dos contratos futuros (B3, valor de ajuste) para vencimento entre maio de 2026 e maio de 2027, em Reais por saca.

Além da expectativa de alta no preço futuro do milho, a procura dos investidores pelos contratos futuros do milho ficou mais aquecida ao longo de março. No final de fevereiro (26) o número de posições em aberto no mercado futuro do milho na B3 foi de 101.592 contratos, enquanto no final de março (26) o valor subiu 19,2%, para 121.084 contratos
A maior procura dos investidores aconteceu para os contratos futuros do milho com vencimento entre novembro de 2026 e março de 2027, embora o maior número de posições em aberto foi para o vencimento em setembro de 2026.
A Figura abaixo apresenta dados de preço do milho no mercado físico (Cepea) e dos contratos futuros, segundo B3, entre maio de 2026 e maio de 2027, em Reais por saca, no dia 30 de março, considerando os valores do ajuste.

O mercado futuro do milho precifica um cenário mais otimista para 2026 e em especial para a primeira metade de 2027. A preocupação, contudo, permanece com relação os custos de produção e o reflexo da alta no preço dos fertilizantes, principalmente.
O Farmnews tem destacado para o comportamento do preço esperado da ureia que segue em forte alta e precifica preços mais de 60,0% acima do valor de importação (FOB) de fevereiro de 2026.
É importante observar também que a exportação de milho do Brasil voltou a subir no acumulado até a 3ª semana de março, após ser pressionada na segunda semana do mês.
Nos primeiros 10 dias úteis de março de 2026, a média diária de embarque de milho do Brasil foi de 48,37 mil toneladas, valor 5,5% acima da média diária de embarque de março de 2025 (45,85 mil toneladas). Apesar de acumular alta no acumulado das 2 primeiras semanas de março de 2026, a média de embarque caiu frente ao praticado nos primeiros 5 dias úteis do mês. Isso porque nos primeiros 5 dias úteis de março de 2026, a média diária de embarque de milho do Brasil foi de 62,22 mil toneladas, valor muito acima da média acumulada nos 10 primeiros dias úteis de março de 2026.
Na parcial até a 3ª semana de março, a exportação de milho do Brasil voltou a subir frente a semana anterior, com média diária de venda de 52,27 mil toneladas, valor 14,0% acima da média de venda de março de 2025.
Saiba também que o estoque de milho no Brasil para a safra 2025/26 foi revisado para cima em março. O ajuste frente a perspectiva apresentada no mês anterior foi de mais de 60,0%, impulsionado pelo receio da queda na demanda do maior importador do grão do País, o Irã.
O Farmnews também apresentou a evolução do preço do cloreto de potássio, da ureia e MAP importado pelo Brasil entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, com destaque a maior alta no preço do cloreto de potássio ao longo dos últimos 12 meses!
O Farmnews também comparou os dados de venda dos maiores exportadores de fertilizantes para o Brasil até fevereiro, entre 2025 e 2026, ressltando o aumento da importância do Canadá nas vendas de matérias-primas nos primeiros meses do ano!
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